31 de maio de 2021

SONETO 01

CIRES PEREIRA


Canto que ouço das coisas que vejo

Poesia que se esculpe sobre o lugar

Sobre pessoas que nele encantam

Traços e cores descrevem o invulgar.


Lamentos e conjuras de tantos e tantos humilhados

Que escapam dos nem tanto atentos sentinelas

Tramam contra os empoderados das sombras 

Que um dia lhes haviam subtraído as velas.


Conceptores e artifíces da nova antiga ordem

Presididos pelas intenções vis dos abastados

Assistem impotentes à turba dos alijados.


A nova utopia que se desenha para o amanhã Estridentemente declamada pelo setor majoritário

Atemoriza quem ainda se presta a algoz e a otário.



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