31 de maio de 2021

PORTUGAL, UM POUCO DA SUA HISTÓRIA.

Este pequeno país “trás os montes” com os seus quase novecentos anos de história soberana, passou por tudo que podemos imaginar. Já foi dominado pelos Romanos, árabes-muçulmanos, espanhóis e franceses e já foi dominador dos brasileiros, angolanos, moçambicanos e até alguns indianos e chineses.

Depois de tanto tempo, nossos “patrícios” deixaram a monarquia de lado e proclamaram a república, isto a 111 anos. Muitos, erroneamente, associam “república” a “instabilidade institucional”, o que agrada aos monarquistas. Houve sim muitas disputas políticas após 1910, mas em toda a Europa as disputas, ainda que fossem entre Esatados soberanos, levaram o continente a enfrentar duas guerras.

Neste contexto, marcado pela falência do modelo liberal, pelo descrédito das democracias liberais e pela polarização entre as esquerdas e a extrema direita. Em Portugal não foi diferente, houve golpe de Estado em 1926 e, desde 1933, o dito “Estado Novo” comandado pelo fascista Oliveira Salazar. Amparado pelas elites e pelas cúpulas militar e religiosa, seu governo não hesitou em descontinuar a ordem democrática e em perseguir os opositores do regime que continuou mesmo após a morte do ditador.

Marcello Caetano manteve o “pulso forte”, típico dos autocratas, até o fim do regime em 25 de abril de 1974. A Revolução dos Cravos pôs fim à ditadura fascista (ou salazarista) e recolocou o pequeno país nos trilhos da democracia mantendo, frise-se, o regime republicano.

A Revolução dos Cravos foi, portanto, decisiva pra que toda a Península Ibérica se livrasse das ditaduras. Estes ventos de liberdade na “terrinha” tornaram irreversíveis as justas mobilizações libertadoras de suas colônias na África.

Enfim o “vinte e cinco de abril” é um dia pra se comemorar lá “Trás-os-Montes” e também cá, nos trópicos. Afinal de contas (e como bem cantou Chico), “foi bonita a festa pá”, ainda guardo renitente um velho cravo para mim”.

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