31 de maio de 2021

ESPERANÇA

CIRES PEREIRA

Os números que confirmam um quadro de calamidade pública são noticiados todos os dias. Infelizmente não são os mesmos números desde janeiro de 2020. Este quadro tem se agravado nos últimos três meses, dando contornos que chocam e geram um misto de desespero e impotência.

Desespero porque lutamos com um vírus que se modifica, tornando-o ainda letal. A ciência corre contra o tempo e tem, felizmente, nos dado muitas armas pra lidarmos com a situação, e a principal tem sido as vacinas.

A humanidade saberá conter a pandemia ainda em 2021, mas não erradicará o vírus. Provavelmente, não haverá em 2022 vítimas fatais da Covid, a não ser que não tenham podido ou querido se tratar. Novos fármacos e novas terapias tendem a ser ainda mais eficazes. As ciências médicas e a farmacologia evoluem numa velocidade inimaginável.

Enfim, sairemos mais fortes desta situação, sobretudo graças à comunidade científica e aos servidores da área da saúde. Mas lições precisam ser tiradas e há muito o que aprender e a ser corrigido. Pra início de conversa nesta direção, o nosso futuro e o futuro das novas gerações não deveriam ter espaço pra armas e guerras.

No mundo inteiro, os cidadãos e cidadãs deveriam, a partir de hoje, elencar alguns requisitos mínimos pra escolherem representantes políticos e gestores públicos, a saber: comprometimento com os direitos fundamentais do ser humano: vida, liberdade e acesso às condições dignas de existência; responsabilidade com o meio ambiente; respeito às diferenças de toda natureza e em todos os planos (local, regional, nacional e mundial) e uma postura anti belicista.

Esperamos sim, por um outro mundo! Que tiremos desta crise atual os ensinamentos que nos habilitem a lutar. Lutar até que este novo mundo se torne realidade.

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