1 de fevereiro de 2021

GUERRA É GUERRA

CIRES PEREIRA

Armas não defendem, matam!
Quem se arma quer a guerra, não a paz
Obedece ao surrado mantra fascista
“Precisamos da guerra se queremos ter paz”
Não há guerra sem uma motivação
Quem a quer, cria os seus motivos
Escaramuças são estimuladas
A amizade entre nações, não pode!
Nos quartéis, os ociosos custeados pelo contribuinte, precisam de passatempo
Lustram coturnos e engomam fardas
Fazem barba, cabelo, às vezes o bigode.
Simulam diuturnamente as estratégias
Elaboradas pelos bem pagos “superiores”
Inventam hinos, medalhas e datas
E vociferam: “somos os protetores da nação”
Dizem amar sua nação, mais que os não fardados
Aprendem a repetir que seu lado é o da nação
Não são poucos aqueles que incorporam este dito
E se aventuram em chefiar governos e repartições.
Guerras econômicas provocam guerras
Grandes contra Grandes, ironicamente,
Decidem o destino dos pequenos na terra
O Capital concebe e o oficialato executa
No teatro belicoso, sobreviventes do drama social São feitos “bucha de canhão” pelos medalhados.
A verdade é ignorada pelas narrativas triunfalistas
É a primeira das milhões de vítimas da “barbárie”.
As guerras forjadas pelos grandes
matam milhões de vidas miseráveis
dilaceram os sonhos dos humilhados
desabam as esperanças dos excluídos.
Cires Canisio Pereira
NOTA: Espero que o grande Tolstoi me perdoe por não compilar nestas pobres linhas, seu célebre título do maior de seus romances, publicado há 155 anos, e um dos maiores da História.

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