1 de fevereiro de 2021

Fosse eu, o Presidente do Brasil...

PROFESSOR CIRES  EM 09 DE JANEIRO DE 2021


Trata-se de uma provocação, não quero e 99,999999% também não querem que eu seja presidente do Brasil. Mesmo não querendo e podendo sê-lo, o que aqui escrevo bem que poderia ser aplicado pelo presidente atual, o que definitivamente não tem chances de ocorrer. Mesmo assim faço questão de tornar pública minha ideia.
Não hesitaria em decretar agora um “locktown”, pois é a única alternativa capaz de conter este previsível recrudescimento da pandemia em nosso país.
As “festas de dezembro” encorajaram muitos a negligenciarem os conselhos dos epidemiologistas e sanitaristas. Estes especialistas insistiam na necessidade do isolamento social e do básico, como o uso de máscaras, pra o enfrentamento da pandemia em sua “segunda onda”.
Assistimos, impotentes e perplexos, aos maus exemplos dados por grandes formadores de opinião, como são as celebridades e as autoridades, ignorando apelos amparados pela ciência e transformando em jogo pirotécnico e midiático suas condutas equivocadas e criminosas. O jogador de futebol, Neymar, e o Presidente da República, Jair, foram os casos mais evidentes desta irresponsabilidade.
Mas um “Lockdown” não seria catastrófico pra economia nacional que começou a reagir, ainda que palidamente?
Definitivamente não! Explico
Este Lockdown ocorreria até que a vacinação contemple aquelas pessoas que estão na linha de frente pra combater a pandemia, as portadoras de comorbidades e as anciãs. Obviamente, como chefe de governo, trabalharia incansavelmente para organizar a logística e adquirir vacinas e insumos suficientes pra cobrir um público que beira os 20% da população ou aproximadamente 40 milhões de pessoas.
E o dinheiro?
Sim seria preciso muito dinheiro, mas, frise-se, dinheiro que o governo pode muito bem captar com os impostos e/ou, sendo o caso, emitir mais papéis e tomar mais dinheiro emprestado. Por outro lado, deveria contingenciar gastos com a defesa e postergar pagamentos de algumas dívidas.
Onde seria aplicar/gastar estes recursos?
Em três frentes:
1 - O combate à pandemia com vacinação e estrutura de atendimento médico-hospitalar que atenda à demanda.
2 - Injeção de dinheiro pra auxiliar os empresários, sobretudo os pequenos e médios, nesta nova paralização parcial de seus negócios.
3 - Programas de transferência de renda aos trabalhadores e setores menos favorecidos baseados nos já existentes.
Não há dúvidas de que os novos fármacos, o aprendizado do setor de saúde neste ano de pandemia e as vacinas, reduzirão de modo expressivo tanto o contágio quanto a grau de letalidade do Coronavírus.
Falta muito pouco pra debelarmos esta que é a maior crise enfrentada pelo Brasil e que tem sido agravada pela pandemia. Os esforços e sacrifícios presentes determinarão quando e como estaremos melhores.

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