1 de fevereiro de 2021

BETO

CIRES PEREIRA

João Alberto Silveira Freitas, também chamado por Beto, foi espancado e morto por um segurança do Carrefour de Porto Alegre e um policial. Não se sabe ainda o que teria provocado o espancamento, o que pouco importa, considerando houve um crime de homicídio.
Segundo Roberta Bertoldo, delegada que chefia o inquérito, e o vice presidente da República Hamilton Mourão, não se trata de crime de racismo. Mourão argumentou ainda, que “não há racismo no Brasil”.
Tá certo, o vice-presidente?
Não foi um crime racial, deve ter sido o que então ?! Justiça com as próprias mãos?!
O Estado, segundo esses aí que nos governam, não tem dado conta de combater os bandidos. Por isso os “homens bons”, no afã de proteger seus patrimônios , “acumulados licitamente e com muito trabalho”, precisam se armar e, se preciso, eliminarem os criminosos, incluindo os suspeitos de terem cometido crime.
Em nosso país, que não é o de Mourão, há sim racismo e os “pretos e pretas” tem valido menos que os “brancos”. Duvido que estes homicidas encostariam suas mãos num branco bem vestido que tivesse dito algum palavrão pra quem quer que seja. Parece que Beto, que era negro, fez um gesto ou disse alguma coisa que alguém do hipermercado não gostou.
Qual deve ter sido o raciocínio dos dois homens, brancos, trabalhadores e honestos? O fato é que estes”brancos” subtraíram o principal direito de um ser humano, a sua vida. E este Esser humano era “preto”. Seria apenas mais uma coincidência????
A vida de um indivíduo preto no Brasil parece que era menos importante que o patrimônio de um hipermercado em Porto Alegre ou menos que a honra de alguém ofendido(a) pelas palavras gesto do finado BETO.

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