CAPITÃO BOLSONARO E A NAU SEM RUMO

CIRES PEREIRA

A minha sensação é que o Brasil, que “eles” prometeram colocar acima de tudo, é um grande navio perdido num oceano revolto. Uma nau à deriva.

Tempestades recorrentes, provocadas pela pandemia e pela crises social e econômica, agitam as águas dos grandes Atlântico e Pacífico. O Brasil, entre ambos, uma grande nau à deriva. 

A tripulação, constituída em sua grande maioria por marinheiros de primeira viagem, é comandada por um cara que se diz capitão do exército e, por isso mesmo não entende bulhufas. 

Nós, os passageiros desta tragédia, ficamos sem saber o que pode ocorrer primeiro, o naufrágio da embarcação ou o extermínio de quem está a bordo. 

A tempestade que não para, causada por um modelo econômico colapsado e por um vírus desconhecido e potente, encontro em “terra brasilis” uma combinação de fatores pra fazer desta grande nau o seu epicentro. 

Não há como seguir em frente com esta tripulação, colocada pela maioria, definitivamente não há outra solução senão uma parada técnica para abastecimento com outra tripulação que se comprometa ao contrário desta em obedecer a Ciência e não o Senso Comum, a razão e não os ultrapassados dogmas que sequer interpretam e diagnosticam decentemente a origem da tempestade. 

Nossa grande nau merece um destino melhor. Portanto a ordem é, modificando o brado do General romano Pompeu no século I a.C, “Navegar é Preciso é viver também é preciso”.

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