NEOFASCISMO: É PRECISO DESTRUÍ-LO!

Cires Pereira

É preciso enfrentar o neofascismo?
Sim, é preciso derrotá-lo, pois nossa existência enquanto seres pensantes e livres depende da destruição do fascismo que se choca frontalmente contra a “Razão do Indivíduo” ao impor que nos curvemos à “Razão do Estado” e ao conceito de Nação como um bem maior e SUPERIOR.


O neofascismo é, portanto, irracionalista! E isto, por si só, é o suficiente pra que as correntes e organizações políticas de centro direita e de centro e as de esquerda se unam no propósito de destruí-lo.

Como destruí-lo?

Dissuadir parcela expressiva de seus aderentes, muitos dos quais movidos por um circunstância de crise e muitos por falta de consciência sobre o quão nocivo é o neofascismo à espécie humana.

Para isto é fundamental que nos apresentemos e expliquemos os seus princípios, como estes princípios delinearam ações para a ascensão aos governos e como estes princípios embasaram as ações dos fascistas no governo.

Precisaremos recorrer às ciências humanas e aos vastos registros para nos certificarmos disto, pois há muitas experiências de gestões fascistas ao longo do século XX, a saber: Hungria, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, Áustria, Japão. E nos seguintes momentos: “entreguerras”, durante a Segunda Guerra e no pós Segunda Guerra.

É preciso dizer que além de faltar ao projeto neofascista uma moral minimamente decente, é ilegal. O neofascismo contraria, por isso é ilegal, os princípios contidos tanto na Carta da Nações Unidas, de 26 de junho de 1945, quanto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada no dia 10 de Dezembro de 1948.

Por que o “fascismo”, hoje denominado “neofascismo” tem subsistido?

Graças à permissividade de quem deveria ser duro contra os abjetos regimes políticos não democraticos, como a própria ONU, o fascismo subsiste como “neofascismo”. Mesmo depois da assinatura dos marcos legais internacionais firmados nos anos 40, o fascismo teima em sobreviver, como em Portugal até meados dos anos 70, na África do Sul e o seu regime de “apartheid” até recentemente, os regimes de partido único ditos socialistas, os diversos governos segregassionistas estanudidenses, as ditaduras no leste europeu, no norte da África e na América Latina.

Enfim, o fato é que a Declaração Universal, reiteradas vezes, não passou de “letra morta”, mas é um compromisso vigente e devemos nos apegar a ela pra denunciar e destruir quem contra ela se atreve, como é o caso dos neofascistas.

Neifascistas que no Brasil se posicionam contra a ordem democrática, o Estado de Direito e pregam a restauração de um regime político semelhante ao que foi implantado em 1964. Atentam contra a Constituição e, por isso mesmo, são IMPATRIOTAS.

Pátria é o mesmo que Nação e esta é constituída por um povo subdividido em várias etnias, por um território nacional e pelo Estado que é o conjunto das leis que criminalizam quem (como os bolsonaristas) propõe a revisão de suas “pétreas cláusulas, das autoridades investidas ou não pelo voto e pelas instituições públicas nas três esferas.

Reitero, o “neofascismo” que se alimenta nos propósitos fundantes do “Fascismo” é ilegal e, principalmente, imoral. Ainda que “eles” se autoproclamam como “conservadores”, claramente flertam com o fascismo ao propor o banimento de parte de seus adversários, sobretudo as esquerdas. Estas têm insistido que respeitam a ordem jurídica e se portam segundo a mesma, o que é a mais absoluta verdade.

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