TEXTOS EM TEMPOS DE CORONAVIRUS

CIRES PEREIRA ENTRE 13 DE MARÇO E 19 DE ABRIL
Em três meses, coronavírus deixou o mundo de cabeça para baixo

"COVID 19", PUBLICADO EM 13 DE MARÇO DE 2020

A enfermidade se espalhou pelos continentes, são raras as nações que ainda encontram-se ilesas. Devido ao grau de contágio, é bem provável que acometa indivíduos em todas nações. A Organização Mundial de Saúde passou a reconhecer como um quadro de pandemia

É importante neste momento, procurarmos a serenidade e repelirmos o pânico. O mundo está conectado em tempo real, muitas “fake news” e muitos exageros contaminam as redes sociais e impulsionam esta sensação de medo e impotência. É imperativo que se mantenha a mas calma, dando ouvidos somente a quem tem autoridade no tema, as autoridades da área de saúde, os médicos, sobretudo os infectologistas.

O quadro é grave, mas superável, e a China tem demonstrado que a superação (leia-se controle) é possível, ainda antes da invenção e aplicação de vacina. Certamente virá e, provavelmente, com maior celeridade, pois a comunidade científica pelo mundo tem demonstrado esta vontade e feito esforços nesta direção.

Comparando a outras viroses com extensão semelhante, o COVID 19 apresenta um índice de letalidade significativamente menor, algo em torno de 3%. Atenção recobrada deve se dar as faixas etárias acima de 60 anos, especialmente indivíduos que tenham um histórico de diabetes, com problemas cardiovasculares, em tratamento de saúde e com problemas renais.

Os especialistas tem aconselhado que façamos um esforço pra reduzir os contatos com esta faixa etária. O percentual de complicações é maior entre as pessoas idosas. 

Cabe à população ter mais cuidados com a assepsia, cabe à comunidade médica fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento e as recomendações necessárias, cabe ao poder público não medir esforços pra enfrentar da melhor maneira possível a situação. Informações, antes de serem repassadas, procure checar suas veracidades. 

Não disseminem erros e mentiras, colaborem.

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PANDEMIA NO BRASIL - 17 de março de 2020

Duas condições são imprescindíveis pra enfrentar uma pandemia como esta: governo competente e muito dinheiro. Mas e a iniciativa privada, não poderia enfrentar esta pandemia? Poderia sim, contudo jamais “investiria” num negócio que não dê lucros. 

Para os neoliberais, o que dá lucro deve ser privado e o que impede o lucro ou causa prejuízo deve ficar com o Estado, cujos recursos são coletados junto a toda a sociedade. Todos somos pagadores de impostos: ricos e pobres.

Considerando esta realidade, que é refém deste modelo, torcemos pra que o governo seja muito competente pra fazer o melhor uso do dinheiro que tem no enfrentamento de crise como esta.

Ocorre que o governo alega que poucos são os recursos que tem pra uma crise que precisa de muito mais que o se tem. 

Diante do impasse, qual é a saída?

Primeiro é preciso denunciar que o governo tem dinheiro (e não é pouco), o problema reside na destinação deste dinheiro. Este governo não se disporá a desviar os recursos destinados aos pagamentos dos serviços ou juros de sua dívida junto aos credores e usá-los pra debelar os efeitos da pandemia no Brasil. 

A pandemia pode ser breve e com percentuais baixos de infectados e mortos, mas também pode ser o contrário. Um governo competente (e previdente) se prepara para o pior dos cenários. China, Coreia, Taiwan e Singapura tem sido exemplares no enfrentamento desta pandemia. 

O que falta ao Brasil pra seguir estes exemplos?

Um governo que seja competente, previdente, corajoso e sensível e que saiba (e queira) enfrentar o maior dos nossos problemas, que é a pandemia. O governo que se tem, por ser prisioneiro do modelo neoliberal, não fará o que for preciso. Daí a nossa preocupação sobre os danos para a população brasileira, principalmente para os setores populares que são assalariados, que estão desempregados e vivem em condições precárias nas favelas e em todos os cantos do país-continente. São estes cento e quarenta milhões de populares, mais expostos aos efeitos da pandemia, que precisam da assistência do governo. 

E não o temos!

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Como vencer o coronavírus? Miremos-nos no exemplo chinês! (21 de março de 2020)

Diante da maior crise de saúde pública que o mundo enfrenta, desde o século XIV, estão os governos pelo mundo e seus respectivos governados preparados pra enfrentá-la?

Conta-se nos dedos quais governos têm demonstrado eficiência na condução da “guerra contra o Covid 19”, e os exemplos vem do “Oriente”: o japonês, o sul-coreano, o cingapuriano e, principalmente, o chinês.

Contribuiu fortemente pra este êxito, a disciplina que é um traço marcante das culturas do leste asiático. Comumente, os povos desta região tem respondido imediata e eficientemente aos apelos das autoridades em situação-limite como esta. 

Geralmente muito bem instruídos ou escolarizados, os povos da região fazem ideia do tamanho e da intensidade de uma situação que os induzem a uma reação coletiva. E não importa, frise-se, a coloração ideológica dos seus governos. Muito se fala que na China, cujo regime político é autoritário, não se pode adotar plano B, quando o governo determina o plano A. Isto é verdade, contudo não fica impune quem tenha concebido e aplicado um plano malogrado.

Como a imprensa chinesa não é livre como aqui no Brasil, os dados e as informações lá são manipulados, o suficiente pra criar embaraços à “nomenclatura mandarim”. Sim, isto pode ocorrer, mas não me parece que esteja ocorrendo neste caso. Do contrário, não estaríamos diante da resposta mais eficiente dada pela sociedade e pelo governo ao Coronavírus.

Os dados do governo até o momento são os seguintes: 81 mil infectados, 3255 mortes, 72 curados e uma média de 20 novos por dia. Lá o país parou pra enfrentar o Covid 19, províncias foram isoladas, toque de recolher pra evitar uma “explosão de contágios, todos os esforços ao alcance do governo foram feitos. 

O mundo, em geral, e o Brasil, em particular, precisam mirar no exemplo chinês pra que o século XXI não seja tão fatídico como foi o século XIV. Naquela época, um terço da população europeia pereceu vitimada pela peste bubônica, principalmente. O mundo hoje tem muito mais recursos financeiros e científicos, situação muito diferente daquela setecentos antes.

Lá a prioridade tem sido socorrer as pessoas, aqui também precisa ser. Cabe-nos, governantes e governados, obedecer as ordens da ciência, dos médicos, das autoridades sanitárias

O correto a fazer é não dar ouvidos a quem diz que tudo isto não passa de “uma gripezinha”.

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FALAS IRRESPONSÁVEIS 23 de março de 2020

“Essa epidemia não existe”

“O número de mortes dessa suposta epidemia não aumentou em nenhum único caso o número atual de mortes por gripe. Nenhum único caso. Essa epidemia simplesmente não existe. Você não tem nenhum caso confirmado de morte por coronavírus. Porque para confirmar você teria que fazer o exame em cada órgão do falecido. Onde fizeram isso? Nunca fizeram nenhum. Isso é a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história. Parece coisa de ficção científica”.

Olavo de Carvalho, mentor, guru, Grão-Vizir, padrinho, “digital influencer”, patrono, consciência, voz do além, ideólogo, árvore da sabedoria, meu pé de laranja-lima e o escambau de Jair Bolsonaro. 
A reencarnação de Rasputin.


“Nossa vida tem que continuar. Devemos sim, voltar à normalidade (...) O que se passa no mundo mostra que o grupo de risco é de pessoas acima de 60 anos. Então por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos.”

Jair Bolsonaro 24 de março de 2020 as 20:30 hs
O que mais falta pra destituir este decrépito de lá !?


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Querem franqueza? Então vamos lá! 
25 DE MARÇO DE 2020

Pra cada grupo de cem brasileiros, vinte votaram em Bolsonaro e votarão nele novamente.
Que consideram China culpada pela pandemia.
Que o pânico tem sido estimulado pela imprensa.
Que as escolas deveriam funcionar normalmente.
Que o coronavírus é uma gripezinha.
Que nas universidades só tem maconheiro.
Que o nazismo é de esquerda.
Que socialista tem que ser exterminado.
Que não houve ditadura militar.
Que Trump é amigo do Brasil.
Que Olavo de Carvalho sabe muito.
Que o ministério de Bolsonaro é o melhor da história.
Que pobre não sabe poupar.
Que a Venezuela pretende liderar o continente.
Que Edir Macedo e Malafaia sempre foram bem intencionados.
Que a facada foi um crime político tramado pela esquerda.
Que bandido bom é bandido morto.
Que os milicianos são heróis.
Que o movimento sem-terra é criminoso.
Que o homossexualismo é um distúrbio tratável.
Que indígenas são um estorvo ao progresso.
Que Paulo Guedes sabe tudo sobre economia.
Que Weintraub é um educador e Paulo Freire uma fraude.
Que Bolsonaro sempre diz a verdade.
Que a ciência não pode divergir dos dogmas da fé.
Que aquecimento global é uma invencionice.

Aqui como em qualquer lugar no mundo, sempre haverá esta minoria que considera decente o que é indecente, justo o que injusto e verdade o que é uma farsa. 

Aqui como em qualquer lugar no mundo, sempre haverá esta minoria que clama pelo autoritarismo, que naturaliza a desigualdade e que acredita em superioridade de uma “raça” (sic).

Devido às circunstâncias, estes 20% persuadiram outros 20% e elegeram um desqualificado pra governar o país. Algo semelhante ocorreu na Filipinas, na Hungria e nos EUA. Tentarão novamente, embora seja menos provável que logrem êxito. 

Enganam-se aqueles que consideram o fascismo como uma ideologia pretérita que foi enterrada com o silenciamento das armas no outono de 1945. O fascismo é a expressão da perversão, o suprassumo da irracionalidade, enfim um “mal necessário” a ser usado pelas elites que, diante das crises, sentem-se atemorizadas e correm o risco de deixarem de ser elites.

As elites sabem que Bolsonaro já deu o que tinha que dar, que é preciso parir outra “besta” e que continue sendo uma “besta”, mas travestida de cordeiro.

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Eu o acuso, Sr. Presidente Bolsonaro! EM 27 DE MARÇO DE 2020

O Sr. Presidente exige que o Brasil “não pare”, mesmo que não estejamos totalmente parados. Contraria o movimento mundial em defesa do isolamento social pra reduzir o elevado índice de propagação do Coronavírus para as circunstâncias como a nossa. O Brasil encontra-se na iminência de uma forte ascensão do número de infecções. Teme em não aprender com os erros cometidos pelos outros.

As autoridades italianas estão fazendo um “mea culpa”, por terem sido lenientes, isto é por não terem radicalizado no isolamento de seus governados a três semanas. O resultado não poderia ser outro, um número de perdas humanas acima do razoável. Espanha, Irã, Reino Unido e EUA caminham nesta direção. Nestes países os sistemas hospitalares não darão conta, como na Itália, da demanda de internação pra casos graves de infecção.

Trata-se, Sr. Presidente, de uma “crônica de morte anunciada”. Nosso país precisa conter agora, e não pode semana que vem, a aceleração dos contágios pra reduzir a quantidade de casos graves e, ato contínuo, o aumento dos óbitos. 

Estudos feitos pelo Imperial College of London projetam 44 mil mortes por coronavírus no Brasil se o isolamento for mantido. Caso seja substituído pelo “isolamento vertical”, como quer Bolsonaro, a projeção passa a ser de 529 mil mortes. Estudo semelhante feito por esta universidade fez o governo inglês mudar a estratégia que era de “isolamento vertical”.

Compreendo que algumas medidas precisam ser tomadas pra impedir o desabastecimento, e uma delas poderia ser uma campanha pelo desperdício e uso racional dos víveres. Além disto, o Brasil dispõe de um grande contingente lotado nas forças armadas que poderia ser usado na estruturação e aplicação de programas emergenciais de abastecimento e logística. As empresas privadas e as estatais também poderiam se juntar num esforço extraordinário por um período não superior a duas semanas de isolamento social. 

Há, Sr. Presidente, um plano B que poderia ser aplicado, mas seria preciso vontade política do Sr e do seu governo. Uma agenda nacional congregando todas as autoridades governamentais das três esferas precisaria ser construída pra enfrentarmos de maneira mais serena e consistente este pandemônio. 

Ter colocado nas redes uma campanha sob o título “O Brasil não pode parar” é como admitir que muitos morrerão até que se encontre uma vacina pra neutralizar o coronavírus. 

O Sr afirma, erroneamente, que seu projeto de “Isolamento vertical” visa proteger nossos idosos e as pessoas mais vulneráveis ao coronavírus. Como é possível isto? Ao determinar que voltemos “à normalidade”, todos os dias quando regressarmos às nossas casas corremos o risco de infectar os indefesos. É também dever do Estado, o qual o Sr chefia, proteger os nossos anciãos e anciãs, bem como as pessoas mais vulneráveis.

Eu o acuso Sr Presidente, pelos danos que sua postura irresponsável causarão. Restará ao país contabilizar a extensão destes danos a partir de hoje.

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Coronavírus no Brasil: O que recomenda a Ciência e o que quer Bolsonaro. 
EM 28 DE MARÇO DE 2020

Bolsonaro e seus aliados insistem em defender que o Brasil não pode continuar “parado”. Seus aliados convocam manifestações em todo o Brasil, como as carreatas, atendendo ao chamamento de Bolsonaro que se pronunciou contrário ao “Isolamento Horizontal”, o mais recomendado para o Brasil.

A comunidade científica, os governos estaduais (exceto Minas Gerais), a OMS e tantos outros governos pelo mundo reiteram que o “isolamento horizontal” é a estratégia mais eficaz pra reduzir o número de contágios.

Quanto menor for o universo de infectados pelo Coronavírus, menor o número de casos graves, menores as internações e menor o número de mortos. 

Infectologistas, epidemiologistas, matemáticos e tantos outros cientistas tem feito estudos muito sérios projetando vários cenários. Atualmente a instituição que se encontra na vanguarda destas projeções é o “Imperial College of Science, Technology and Medicine” ou “Imperial College London”. 

Nesta universidade britânica foi criado um grupo de acompanhamento do Covid 19 no mundo, o mais recente trabalho deste grupo foi publicado nesta semana, projetando quatro cenários pra o mundo. O Brasil é um dos destaques:

Cenário A: sem adoção de medidas contra o Coronavírus.

Em um ano, 188 milhões seriam infectados, 6,2 milhões hospitalizados, 1,5 milhão precisariam de UTI e o número de óbitos chegaria a 1.159.000 pessoas.

Cenário B: Adoção de medidas brandas, como proibição de eventos, de circulação de grupos.

Em um ano, 122 milhões seriam infectados, 3,5 milhões hospitalizados, 831.000 precisariam de UTI e o número de óbitos chegaria a 622.000 pessoas.

Cenário C: Adoção de medidas como o “isolamento vertical”, apenas as pessoas mais velhas e com histórico de doenças crônicas e mais vulneráveis ficariam isoladas. Este é o cenário defendido pelo governo Bolsonaro, mas não recomendado pelos cientistas, médicos e governos estaduais e OMS pra o Brasil

Em um ano, 121 milhões seriam infectados, 3,2 milhões hospitalizados, 702.000 precisariam de UTI e o número de mortos chegaria a 429 mil pessoas no Brasil.

Cenário D: Adoção de medidas mais severas, como o “isolamento horizontal”, como o que está ocorrendo no Brasil, apesar de o governo federal relutar, alegando o comprometimento da economia e dos indicadores sociais como emprego e renda.

Em um ano, 11 milhões seriam infectados, 250.000 hospitalizados, 57.000 precisariam de UTI e o número de mortos chegaria a e o número de mortos chegaria a 44.000 pessoas no Brasil.

O estudo levou em conta as condições brasileiras. A capacidade hospitalar brasileira é suficiente pra enfrentar o cenário D. Nos demais, haveria estrangulamento no sistema e muitos morreriam sem sequer ter acesso a UTI.

Estamos conscientes que, ainda que nos falte condições de mensurar a extensão de seus resultados, no Cenário D, 485 mil vidas serão poupadas. O posicionamento do governo brasileiro, é tudo aquilo que contraria o que parece-nos ser o bom senso.

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29 de março de 2020
E LÁ SE VAI ELE 

Serpenteando pelas quadras do Distrito 
Sem se dar contas de que desobedece 
a quem deveria obedecer, a lógica.

Seu “soldado” no front da saúde sabe
O quão é difícil adestrar o lobo que se
diz capitão de um time brancaleônico.

Um aperto de mãos aqui, abraço acolá 
e uma “self” com o infante e outra 
como transeuntes simples (e em transe).

Pra despistar e, paradoxalmente, aparecer. 
Xispa pra o hospital militar, não pra ver enfermos,
mas pra receber continências. 

Caudilho é assim mesmo....

“Ele” sabe que em tempos ruidosos e pestilentos
Os comuns pouco se importam com a “demodé”
liturgia do cargo que, porcamente, ocupa.

Mesmo assim sorve em êxtase nos púlpitos, nos quartéis e, agora, nas quadras mal cuidadas do entorno de seu palácio. 

Lá se vai ele, desmascarado...

Atleta, como sempre diz ter sido, não teme o inimigo invisível, dizendo em alto e bom som, que protege, como um “Messias”, a todos.
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BOLSONARO DISSE TUDO ISSO NUM MESMO DIA 02.04.2020

“Tá faltando um pouco mais de humildade pro Mandetta. O Mandetta em alguns momentos teria que ouvir um pouco mais o Presidente da República.”

“Não pretendo demiti-lo no meio da guerra, mas em algum momento ele extrapolou.”
“Aquela histeria, aquele clima de pânico, contagiou alguns lá (Ministério da Saúde). Já está no momento de todo mundo botar o pé no chão”
“Evangélicos e católicos têm pedido para mim, para que a gente possa marcar um dia um jejum de todo o povo brasileiro, para a gente ficar livre desse mal o mais rápido possível"
“Tem governador que faz demagogia barata o tempo todo, como é o de São Paulo. Fica com esse discursinho barato, ginasial. Estamos prontos para ajudar, mas por favor, comecem a abrir (o comércio). A gente não quer abrir de uma vez, mas vai abrindo devagar (...). Está pensando que é o quê? É ditadura? Não é dessa forma que devemos tratar a população. Proibir de ir à praia? A praia está lá, ao ar livre."
Bolsonaro 02 04 2020

Quanto despautério.
Quanta ignomínia.
Quantos crimes.
Quantos ainda terão coragem de dizer que “isso” presta pra alguma coisa?

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China e EUA em tempos pandêmicos 03 04 2020

A pandemia tem provocado atitudes que, até o final de 2019, eram impensáveis. Em 2018 e 2019, o governo Trump havia subido o tom contra o governo Xi Jinping (China) e uma “Guerra tarifária” se impôs entre as maiores economia do mundo. 

Ficou a impressão de que China e EUA iniciariam uma guerra comercial sem fim. Mas a pandemia provocada pelo Coronavírus está arrefecendo está disputa entre eles. E não pensem que os dois lados decidiram ser bonzinhos. Jamais espere de um “Império”, uma atitude minimamente decente. Ao que tudo indica, Chiba também se porta como um “Império”.

É óbvio que sempre mantive minhas suspeições em relação a ambos os governos. Enfim, pra discutir com qualquer um destes lados, é preciso ter poder de barganha e, nós (Brasil) jamais o teremos. É por isso que temos que unir forças pelo mundo com outras nações que, como o Brasil, são presas fáceis nestas relações assimétricas com os EUA, com os chineses e com a União Europeia

O diabo é que não temos um governo que compreenda isto, no momento o governo brasileiro morre de amores pelo governo Trump que nunca foi outra coisa senão um “governo cafajeste”. Enquanto isto faz biquinho e dá de ombros pra o MERCOSUL.

Esperar que ONU, OMS e OMC intercedam pelos pequenos, como os africanos e latino-americanos, é esperar pelo papai noel”. A ONU dificilmente aprovará uma resolução que contrarie estes dois países. A propósito nunca teve coragem de aprovar algo que contrariasse os membros permanentes no seu Conselho de Segurança.

Acompanhe as cenas e tirem suas conclusões sobre EUA e China, neste momento tão difícil pra todos.

Cena 1
O governo do Estado da Bahia comprou de uma empresa chinesa, 600 respiradores artificiais por 42 milhões de reais.Acontece que este carregamento ficou retido no Aeroporto em Miami, no Estado da Flórida - EUA. A empresa chinesa cancelou o contrato de venda ao governo da Bahia, sem dar explicações.
Cena 2
China deixa de entregar EPIs hospitalares ao Brasil, no momento em que os EUA anunciam que 23 aviões cargueiros irão até pra China buscar uma grande quantidade de materiais hospitalares. 
Cena 3
EUA pagam mais por milhões de máscaras hospitalares junto à China que então deixa de entregá-las aos franceses. O governo dos EUA negou que tivesse feito isto.

Tudo precisa ser checado, mas se se comprovar estes absurdos, EUA e China deveriam ser denunciados junto a OMC e à OMS, ainda que continuem impunes, mas pelo menos algumas ilusões seriam desfeitas.
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BOLSONARO É DENUNCIADO POR CRIME CONTRA A HUMANIDADE 03.04.2020

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) denunciou o Presidente Bolsonaro no Tribunal Internacional de Haia. Caso a Corte Internacional, sediada na Holanda, acolha a denúncia, Bolsonaro passa a ser considerado réu e terá que se defender. 

Bolsonaro é acusado de Crime contra a humanidade por ter contrariado as orientações da OMS e do Ministério da Saúde ao incitar os cidadãos a retornarem ao trabalho e, consequentemente, assumindo o risco de provocar a infecção e morte de milhares de pessoas. Se condenado, Bolsonaro pode ser condenado a 30 anos em cárcere fechado.

A Constituição brasileira em seu artigo quinto afirma que o “País se submete à jurisdição do Tribunal Penal Internacional a cuja criação (2002) tenha manifestado adesão.” 

Há na essência da denúncia argumentos, fatos e condutas muito consistentes, por isto espero que o Tribunal acolha a denúncia e passe a julgar Bolsonaro com independência e retidão dentro do que a legislação internacional determina.
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ELE NÃO (04.04.2020)

Ele não reconhece realidade adversa
Ele não sabe sobre o que fala
Ele não aceita a verdade científica 
Ele não se toca que atrapalha
Ele não se vê ridículo 

Ele não consegue agradar
Ele não hesita em mentir 
Ele não sabe se comportar
Ele não reconhece seus excessos
Ele não se dispõe em acertar

Ele não admite críticas
Ele não admite indisciplina
Ele não sabe ouvir
Ele não respeita os limites
Ele não sabe governar

Ele não gosta de ser objetado
Ele não aceita reprimendas
Ele não convive com as diferenças.
Ele não suporta opostos
Ele não tolera o contraditório 

Ele não vê sequer o óbvio 
Ele não assimila o crível 
Ele não digere o verossímil 
Ele não permite o argumento
Ele não acolhe a razão 

Ele não!
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Somos muitos, mas encontramo-nos sós! 04-04-2020

Não nos resta o que fazer, senão a clausura em casa. Não há como crer que a situação esteja sob controle. Falta-nos tudo, incluindo atenção. Faz tempo, muito tempo que não nos respeitam.

Faltam exames diagnósticos, leitos hospitalares, insumos, EPIs e até o prosaico álcool em gel. Os números de infecções, de casos gravosos e de óbitos não são confiáveis. Enquanto isto o Presidente saltita por aí pra dizer que se trata de uma “ “gripezinha”, argumento raso e torpe pra incitar, criminosamente, que voltemos à normalidade.

Os recursos financeiros, ainda que existam, e ainda não chegaram a quem deles precisam. Enquanto isto, as autoridades desconversam e “empurram pra quando não se sabe”, a solução dos problemas.
Antes da pandemia o parlamento, que hoje se apressa em aprovar as migalhas oferecidas pelo governo, aprovou igualmente com pressa a limitação de recursos pra infraestrutura pra educação e saúde públicas.

Dias antes do natal passado, os cortes de pessoal das redes de atenção básica em saúde foram expressivos (e repugnante) e os amantes do “estado mínimo”, pularam em regozijo.

Logo no início deste governo, os médicos cubanos que no país trabalhavam, tiveram seus contratos descontinuados. E, o mais grave, não foram ainda preenchidos nos lugares mais “distantes do sul maravilha”.

É verdade que nenhum país se preparou como deveria pra enfrentar a pandemia, por muito tempo acreditaram que as infecções se circunscreveriam à China, ledo (e ingênuo) engano. O que agora se vê é uma verdadeira “guerra assimétrica entre os governos” pelo básico pra enfrentar o vírus. 

Somos muitos no mundo e deveríamos estar unidos, contra quem prioriza as armas em detrimento do pão. Contra quem enche as burras dos banqueiros e alega que não tem recursos para hospitais e escolas. 

Somos muitos, mas encontramo-nos sós!

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A GUERRA CRIMINOSA PELOS RESPIRADORES MECÂNICOS 05-05-2020

Todos querem a máquina indispensável pra impedir que os casos mais graves dos infectados pelo CORVID 19 evoluam aos óbitos. Onde há fábricas (e são poucos os países as tem) de respiradores mecânicos, os governos estão determinando que toda a produção seja direcionada aos respectivos mercados nacionais. 

Uma pergunta se impõe: Como resolver a situação dos enfermos mais graves na maioria dos países que não produzem esta máquina? Serão abandonados à própria sorte? Cadê a ONU/OMS pra colocarem um limite na sanha destes governos criminosos?

Outro detalhe é o preço que se paga pra obter a máquina. Hoje uma máquina destas está custando 15 mil dólares, antes da pandemia custava um terço deste valor. A USP está produzindo um ventilador mecânico e com pouca sofisticação, por 1.100,00. Enfim, as empresas que produzem está máquina estão se aproveitando da desgraça alheia e ninguém (órgãos nacionais e internacionais) toma providência. 

Estamos, senhores e senhores, no “pior dos mundos” pra enfrentar o coronavírus. Não tenho dúvidas de que muitos morrerão não em razão do vírus, mas por obra da ação criminosa de empresas privadas com a devida licenciosidade de alguns governos. Algumas empresas deste setor, pra mascarar esta realidade, dirão que estão colaborando com donativos às comunidades carentes e ajudas outras, mas não há sombra de dúvidas que estão muito satisfeitas com a demanda que aumenta e os lucros que se tornam muito fartos.
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Abraham Weintraub é genial 05.04.2020

Nesta segunda-feira, o Ministro da Educação numa mostra de patriotismo comovente, condicionou o seu pedido de desculpas à China ao fornecimento ao Brasil, por um valor de custo, de 1.000 respiradores hospitalares.

Muito pouco Sr Weintraub, o Sr. deveria ter exigido muito mais, a saber:
- o pagamento de todo o montante de nossa dívida pública, podendo ser em 6 parcelas ainda este ano;
- a instalação de um parque temático da Turma da Mônica no no lugar da Disneylândia naquele país;
- a conversão do Presidente Xi jinping ao cristianismo neo pentecostal e o comparecimento do Presidente chinês ao Brasil pra orar e jejuar junto com Edir Macedo, Malafaia e Bolsonaro;
- a transferência de toda a tecnologia chinesa de ponta para as indústrias brasileiras;
- a concessão da cidade de Hong Kong para o Brasil para o restante do século XXI; e
- a ruptura das relações diplomáticas com Venezuela, Cuba e Rússia.
E por aí vai...
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RETROCESSO 06-04-2020

O governo decide por uma estratégia muito arriscada, o malogro desta pode custar as vidas de milhares de pessoas. A justificativa do governo é aquela que conhecemos bem, a agravamento da crise econômica, compromete indicadores sociais, a popularidade do governo e a estabilidade política.

O Ministério da Saúde sucumbiu às pressões do Planalto e, infelizmente, o isolamento social será “afrouxado”. A partir de agora, somente nas localidades onde a demanda por leitos hospitalares e UTIs superar os 50% será mantido o isolamento horizontal ou DSA (Distanciamento Social Ampliado). Neste momento, esta regra provavelmente se aplica às cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

Enfim a tese de Bolsonaro que tanta perplexidade causou no meios científico e médico e basbaque não comunidade mundial, será aplicada. Mas, como sugeriu Bolsonaro, para aqueles que acreditam - católicos e evangélicos -, há um consolo, jejum e muita oração.
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MANDETTA PRAGMÁTICO, E A CIÊNCIA QUE SE DANE! (07-04-2020)

Minha avaliação sobre os resultados da reunião Mandetta/Bolsonaro é destoante da maioria que igualmente a acompanhou. Para a maioria, Bolsonaro levou a pior em razão de ter que “tolerar em seu governo um Ministro com mais popularidade que o próprio presidente”. Pelo que vi, o Ministro Mandetta se sucumbiu às pressões de Bolsonaro pra continuar Ministro. 

O Pragmatismo, pra desespero de muitos, levou a melhor.

Cresce em mim a curiosidade sobre qual estratégia o governo brasileiro adotará a partir desta “concertação entre as vozes dissonantes do próprio governo” a respeito do isolamento. 

Pra quem não soube ainda, o Mandetta continua Ministro, mas com a condição de acatar a flexibilização do isolamento. Ficou “combinando” que nas localidades onde os leitos hospitalares e as vagas de UTI estiverem com ocupação acima de 50%, o isolamento horizontal (mais amplo) deve continuar.

Se se levar “a ferro e fogo” esta dosimetria, nenhuma cidade poderá se livrar do isolamento horizontal. Portanto, acordaram um protocolo, cientes que será rompido e ignorado logo na próxima esquina. Parece-me óbvio que o governo não respeitará o que se comprometeu em fazer, mas agora com a aquiescência do Ministério da Saúde. 

O que é um alívio pra eles, somente pra eles!
Quem viver, verá!
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A MELHOR FORMA DE ENFRENTAR O CORONAVÍRUS 08-04-2020

Reiteradas vezes os especialistas das áreas boi quimica, médica e farmacêutica tem dito que a CLOROQUINA é um fármaco com toxidade relevante, portanto o seu uso só poderá ser receitado pelo médico. Mesmo assim, deverá ser ministrado no ambiente hospitalar, tanto para os pacientes nas enfermarias quanto pra os pacientes que precisam dos cuidados dos intensivistas não UTI. 

Este é o o protocolo anuído pelas autoridades da área aqui e lá fora!
É verdade que pacientes que testaram positivo pra CORONAVÍRUS ao fazerem uso da cloroquina, reduziram e eliminaram os sintomas? 

Sim.

Pode ser uma saída pra reduzir o índice de letalidade, até que se tenha a vacina? 

Pode.

É verdade que pode haver efeitos colaterais? 

Sim, inclusive efeitos severos como arritmia cardíaca e comprometimento do fígado.

Diante do exposto, é conveniente que se estimule o seu uso de maneira geral pra todos os que testaram positivo, como pareceu-nos fazer crer a fala mais recente do Presidente da República?

Definitivamente não!

Há, portanto, duas recomendações que estão sendo feitas pelo Presidente Bolsonaro que contraria as recomendações e o protocola dos especialistas no mundo todo: 
1-A flexibilização do isolamento social nas localidades onde não forram ocupadas a metade das vagas na enfermaria, UTIs e quartos hospitalares.2-O uso da Cloroquina antes das estatísticas e do protocolo médico.Reconheço que os indicadores sociais e econômicas com um temporário isolamento social como receitam os epidemiologistas e infectologistas ficam mais comprometidos que a “flexibilização”, contudo esta é a opção ÚNICA pra reduzir os universos de infectados e de óbitos. 
Portanto, fiquem em casa, mas caso não seja possível, usem as máscaras, atentem pra assepsia e evitem aglomeração. 
Vamos derrotá-lo (s)!
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O ROLÊ DO PRESIDENTE 10-04-2020

Na quinta, pela quadra do DF
Tirou self, abraçou e beijou na padaria
Escarneceu da ciência e do bom senso

Conspirou contra a lógica 
Ignorou o recomendado
Tripudiou o adequado

Tudo isso pra que?

Pra reiterar quem manda
Enfatizar que tudo pode
Zombar de seus detratores

Portou-se como um típico ...

Canastrão arrogante
Potencial babaca
Exibicionista qualquer

Demência senil?
Surto psicótico?
Dupla personalidade?

Nada disso...
É pior que isso.

Ausência de moral.
Desprovimento de bondade

Enfim, é vileza mesmo!
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ROMEU ZEMA E A (SUA) IRRESPONSABILIDADE 
12-04-2020

O governador de Minas Romeu Zema defendeu recentemente que o coronavírus “viaje mais”, referindo-se à necessidade de uma maior capilaridade de infectados, como uma espécie de vacinação natural circunstanciada.

Na prática isto quer dizer que o ideal pra ele é que houvesse infectados em todos os 853 municípios mineiros pra que se evite uma segunda onda de contágio “a posteriori”. 

O governador não mensurou a bestialidade que advogou, sua “tese”, se se levasse a “ferro e fogo”, implicaria numa ampliação da enfermidade (é expressiva a fração de infectados sintomáticos) e numa ampliação da mortalidade. 

É simples compreender isto, há no Estado 665 municípios com população entre 1.200 e 20.000. Quantos leitos, médicos, enfermeiros e UTIs existem nestas localidades? Seriam suficientes pra atender 1% de suas populações? Entre 12 e 200 infectados? Ocorre um infectado infecta outros seis num ambiente com isolamento horizontal (como sustenta o governador), portanto haveria uma demanda excessiva por médicos, leitos e UTIs, o que colapsaria o sistema imediatamente e causaria uma mortandade acima do imaginável.

Sem meias palavras, é isso que a fala do governador sugere.

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Em 13 - 04-2020

No Brasil há 23.430 infectados e 1.328 óbitos, segundo informe do Ministério da Saúde.

Estudos indicam que a realidade pode ser até 12 vezes este universo, e o argumento principal é o baixo número de exames feitos. No Brasil, pra cada milhão de pessoas, apenas 296 testes foram feitos.

Na Rússia a proporção é de 8.908 testes pra cada milhão; nos EUA a proporção é de 8.866 pra cada milhão; na Espanha a proporção é de 12.833 pra cada milhão e na Itália a proporção é de 17.315 pra cada milhão.

Diante do exposto, pôde-se depreender que a realidade está sendo ignorada por uma das duas hipóteses abaixo:
1- pela falta de recursos e tecnologia que amplifiquem os testes e reduzam o tempo para o resultado.
2- pra gerar uma impressão falsa de que o número de infectados no Brasil e baixo e, por isso cabe à flexibilização da política de isolamento.
Como no Brasil foram feitos apenas 63.000 exames e na Rússia ( que tem um governo com orçamento parecido com o do governo do Brasil) foram feitos 1.300.000 exames, me vejo atraído a considerar a hipótese 2.

Será que os governos da Itália, da Alemanha, dos EUA e do Reino Unido consideraram isto pra orientar aos seus cidadãos que se encontram no Brasil, saiam do Brasil o mais rápido possível?

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O divórcio Mandetta e Bolsonaro 14-04-2020

Mandetta só não foi demitido semana passada por que aos 45 do segundo tempo curvou-se aos apelos do presidente pra que, obsequiosamente, se silenciasse. Pois muito bem, não suportou a pressão, provavelmente do tão surrado “Juramento Hipocrático”, e pôs-se a falar (veja só na Globo) o que a “máxima maquiavélica” tanto recomendou que não o dissesse. 

Sua demissão parece ser uma questão de tempo nestes “coronavíricos tempos”, curiosamente ambos (Bolsonaro é Mandetta) vão explorar o fato junto aos seus “rebanhos”.

Bolsonaro dirá aos seus que não leva desaforos pra casa e quem manda no governo é ele é que sempre teve a sensação de que Mandetta era um “Cavalo de Tróia” do Centrão em vias de “apear do barco bolsonarista”. 

Mandetta dirá aos seus que não traí sua consciência, que “um médico nunca abandona seu paciente”, que Bolsonaro é isso mesmo, um “cara que só ouve o “senso comum carvalhano”, e por aí vai.

Esta provavelmente será a pauta central das “mídias brasilianas” ao longo dos próximos dias. Mas, em suma, não dá pra levar a sério, tampouco crer, que Mandetta e Bolsonaro valham pra alguma coisa.

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em 16-04-2020
É inexplicável, tampouco defensável flexibilizar o isolamento social. O Brasil começa a escalada íngreme tanto no número de infectados, quanto no número de óbitos. 

Três são as minhas preocupações centrais, a saber:
1 - O pequeno número de exames no país, pra cada universo de 1 milhão de brasileiros, apenas 296 exames, até o momento apenas 63 mil exames foram feitos no país. Na Rússia, pra cada um milhão de russos, 11 mil exames e, lá, 1.613.000 de exames foram feitos.
2 - A demanda por leitos e UTIs já começa a exceder 70% das disponibilidades, mas é possível que em cinco dias comece a colapsar o sistema de atendimento em algumas cidades. Sem atendimento, tende a crescer o número de óbitos por falta de assistência hospitalar.
3 - A pressão pela flexibilização social começa a surtir efeito. A mudança no comando no Ministério da Saúde ratifica uma opção arriscada, sem base científica e que, sabemos bem, tem tudo pra ampliar a crise.
Todas as projeções matemáticas e da área médica apontam pra uma ampliação severa do numero de infectados. Oficialmente há no país 30 mil com o coronavírus, mas o número real pode ser dez vezes mais. Até o final de abril, se se mantiver está tendência, o país passa a ocupar a primeira colocação no número de casos e também de mortos.

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em 17 abril 2020

“Tem que enfrentar a chuva, pô. Tem que enfrentar o vírus. Não adiante se acovardar, ficar dentro de casa. Nós sabemos que a vida é uma só. Sabemos dos pais que estão preocupados com os filhos voltarem à escola. Mas tem que voltar à escola, nós não temos nenhuma notícia de alguém abaixo de 10 anos de idade que contraiu o vírus e foi a óbito ou foi para a UTI”

Jeito Bolsonaro 16.04.2020

Doutor Bolsonaro, mais novo especialista em epidemiologia e infectologia, responda pra todos nós:
1 - As crianças até dez anos com problemas de saúde também deveriam voltar pra escola?
2 - Após as aulas, onde ficariam estas crianças em suas casas?
3 - Exames seriam feitos regularmente pra evitar que se tornem vetores em suas famílias?
4 - E as “crianças” acima de dez anos? Também é certeza que não iriam a óbito?
5 - Quanto aos professores e funcionários destas escolas, acaso também não morrem com o coronavírus?
Se Nelson Teich quiser e tiver coragem em responder...

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ele*
17-04-2020

ele apronta e responsabiliza quem está quieto.
ele vocifera contra as instituições da República.
ele ignora recomendações de cientistas e médicos do mundo inteiro.
ele minimiza a gravidade e a extensão da pandemia
ele demite quem se atreve a discordar dele.

ele não tem conhecimento algum em saúde pública.
ele nada compreende sobre finanças publicas e faz o que o “posto ipiranga" manda fazer
ele nada diz a respeito dos ataques gratuitos desferidos pelo seu filho e seu ministro contra o maior parceiro comercial do Brasil, a China.
ele debocha de quem se empenha no enfrentamento da pandemia.
ele, sentindo-se ameaçado em perder popularidade, desqualifica até seus subalternos.

ele não mostra seus exames de saúde, mesmo assim sai por ai ignorando os apelos pelo isolamento social.
ele insiste no uso da "cloroquina", mesmo sem a comprovação de sua eficácia. 

ele governa, mesmo sem ter ideia como governar.
Muitos que o elegeram, ainda nutrem a ilusão de que ele possa fazer algo minimamente decente.

Não o fará!

* ele em minúsculo, por óbvia razão, é proposital.

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ESTAMOS EM “GUERRA” 
19-04-2020

Esta é uma guerra diferente das convencionais, pois os adversários não sao os seres humanos, mas o coronavírus. Nossas vidas dependem da nossa capacidade em derrotar (conter isolar eliminar) o vírus. Trata-se de um inimigo ainda pouco estudando, por isso todo o cuidado é pouco. Não podemos subestima-lo.

É do conhecimento de todos que o COVID 19 se espalha muito fácil e rapidamente, quando tocamos uma superfície com o invisível vírus deixado por alguém, e levamos as mãos à boca, aos olhos e ou às narinas, é possível que o vírus também nos infecte. Portanto lave sempre suas mãos com muito sabão ou use o álcool em gel. 

Quando precisarmos sair de nossas casas, devemos sempre usar máscaras, preferivelmente as feitas em casa (nos hospitais e postos de saúde devem deve haver outra de uso exclusivo daqueles que lá trabalham) e ficarmos a uma distância de um ou dois metros dos demais.

Proteger aqueles que tem idade acima de 60 anos e aqueles que apresentam comorbidades que os deixam mais vulneráveis ao contágio é que podem ter complicações durante o ciclo do vírus é crucial. Portanto, nossos contatos comestes mais vulneráveis devem se cercar de todos os cuidados.

Há muitos infectados que não apresentam os sintomas ou apresentam sintomas leves, sobretudo os indivíduos mais novos, levando a crer de que se trata de uma outra virose. Nesta época, no Brasil, é muito comum a infecção pelo vírus “influenza”, por isso os grupos mais vulneráveis vacinaram antes do previsto neste ano). Pode ser que você esteja com o vírus influenza e não o COVID, mas como ainda não se disponibilizou o teste pra o seu caso, é imperativo que fique em casa de “quarentena” ou 14 dias.

SITUAÇÃO DE GUERRA CONTRA O CORONAVÍRUS !

Está é uma guerra contra um inimigo universal, deste modo nossa vitória dependerá de nossa disposição e capacidade em unir os povos de todo o mundo pra enfrentá-lo. Criar dificuldades e se indispor pra esta unidade mundial, tentando encontrar responsáveis pela pandemia, como fazem os governos dos EUA e do Brasil, é uma postura abominável é imperdoável.

Nestes tempos de guerra é importante que nos portemos à altura da gravidade da guerra que o vírus nos impôs. Nesta guerra diferente, enfermeiros e médicos são os “soldados nas frentes de batalha”; os cientistas são criadores e fornecedores de armas contra o vírus e as autoridades sanitárias são os “generais” que articulam todas as ações. Como em qualquer guerra a informação é muito preciosa, mas é preciso procurar aquelas dadas por autoridades investidas pra isto, OMS, secretarias e ministério da saúde.

Compreendemos os danos colaterais econômicos e sociais que a pandemia provoca, contudo nesta guerra em que ainda não conhecemos a extensão e as armas de nosso agressor, é providencial que cuidemos primeiro do que é mais urgente, a vida humana. 

Obviamente que esta guerra exige dos governos e das empresas privadas mais do que o trivial. Ainda que estejamos sob o manto de um sistema (capitalista) que concentra riquezas e provoca exclusão, é preciso que, pelo menos, outro modelo seja colocado do modelo neoliberal, outro capaz mitigar tanto concentração quanto exclusão. Não há, numa guerra desta natureza, meio termo, é preciso enfrentar este debate com a máxima urgência. Equivocam-se aqueles que, ignorando o cientificismo, insistem em afirmar que se trata de “uma gripezinha”. Estes, espero, um lugar no limbo já está reservado.

Há saída e a humanidade sobressairá, não se sabe ao certo, quantos de nós serão tombados nesta guerra, mas quanto maior for nossa abnegação e disciplina, isto é, obediência ao que a ciência determina, menores serão nossas perdas e menor será o tempo de guerra.

Cires Canisio Pereira

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em 19-04-2020
Em tempos...

Em tempos obscuros
A ciência nos esclarece

Em tempos oblíquos
A filosofia nos orienta

Em tempos turvos
A literatura nos atrai

Em tempos ruidosos
O musica nos acalma

Em tempos ásperos
A arte nos suaviza

Em tempos reclusos
A razão nos liberta

Em tempos tristes
A amizade nos alegra

Em tempos odientos
O amor nos humaniza

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FORA BOLSONARO  
20-04-2020

Novamente Bolsonaro desafiou a democracia, conspirou contra as instituições democráticas e ignorou os apelos da ciência contra aglomerações neste momento

Neste 19 de abril, em frente ao quartel general do exército, manifestantes empunharam cartazes e faixas propondo a intervenção militar, reivindicaram um novo Ato Institucional N 5 e entoaram o brado “a nossa bandeira jamais será vermelha “. 

Bolsonaro apareceu no ato e discursou:
“Acabou a época da patifaria, é agora o povo no poder. Mais que direito, vocês tem a obrigação de lutar pelo país de vocês.” 
(Os manifestantes ali reunidos pediam a intervenção militar e um novo A I 5, portanto Bolsonaro aquiesceu com estas palavras de ordem, o que é crime) 
“Contem com o seu presidente pra fazer tudo aquilo que for necessário pra que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado entre nós, que é a nossa liberdade.”
(Com um novo AI 5!? A democracia foi solapada pelo AÍ 5 de 1968)
“Temos certeza que todos nós juramos um dia dar a vida pela pátria e vamos fazer o que for possível pra mudar o destino do Brasil. Agora é Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”
O Brasil não pode mais aceitar que seu principal mandatário continue cometendo crimes.

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