RAFAEL SÂNZIO

CIRES PEREIRA 04 DE MARÇO DE 2020


A grandiosidade de Rafael Sânzio (1483-1520), a obra em questão é o "Retrato do Papa Julio II", produzida em óleo sobre madeira por volta de 1511. Esta é a versão original e integra o acervo da National Gallery de Londres. Outras duas encontram-se na Itália.
Não tivesse morrido tão precocemente, Rafael teria feito outras obras ainda mais espetaculares e significativas. O genial autor de "Escola de Atenas" e "Transfiguração de Cristo" (ambas pertencente ao Vaticano), se mostra muito sensível também nesta.

Alguns detalhes dão ideia desta sensibilidade e de seu talento: 

1 - As cores contrastantes (verde ao fundo e a indumentária do Pontífice em vermelho e branco) e o perfeccionismo nos tons da pele,2 - O Papa sendo retratado com a barba longa, que era um sinal de luto por uma recente derrota militar (era visto como Papa Guerreiro)3 - O olhar do Papa meio distante sugerindo alguma preocupação relevante, neste caso uma simbiose entre o cerimonial que o cargo exigia e a intimidade.4 - Os seis anéis do Papa, revelando a obsessão deste Pontífice pelo luxo.5 - A leveza com que segura o lenço branco, contrastando com sua fama de papa rude

Sânzio era um grande pintor e à frente de seu tempo, suas obras foram tomadas como referencial importante para pintores como espanhol Diego Velásquez e o holandês Rembrandt, igualmente exímios retratistas no século XVII. Rafael, com a "transfiguração de Cristo", influenciou até mesmo o movimento surrealista no século XX.

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