A “CULTURA” DE REGINA DUARTE

CIRES PEREIRA 06 DE MARÇO DE 2020
Regina Duarte critica medidas para manter isolamento nas cidades
Regina Duarte, como qualquer outro ser humano na face da terra, é inteligente. A capacidade de inteligir é o diferencial principal entre os seres humanos e os demais seres vivos. O ser humano pode fazer o que bem quiser com sua inteligência, por exemplo buscar se instruir cada vez mais.
No ponto central de seu discurso de posse, ficou a sensação de que Regina Duarte tem negligenciado a instrução ou o conhecimento. Não pode a Secretária de Cultura de um país afirmar que “cultura” é isso e aquilo, quando na verdade é muito mais. Ao optar em ver numa fração de cultura, toda a cultura, deveria pelo menos argumentar melhor sobre sua escolha. Quem sabe nos convença, né!?

Valerei-me, pra este caso, da tese pioneira sobre “cultura” do antropólogo inglês Edward Burnett Tylor (1832-1917), segundo a qual, a CULTURA seria "o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade". Enfim a cultura não se resume às expressões artísticas.

Muitos foram os absurdos, mas o principal certamente foi este: “Mas pode acreditar, presidente, que a gente nesse Brasil de meus Deus tem uma cultura de ponta.” Como assim? Por acaso há algum país que tem “uma cultura” que não seja de “ponta”. Me fez lembrar da “Missão Civilizadora” do Império Inglês no século XIX ou do “Destino Manifesto” estadunidense também do século XIX.

Pra encerrar, não poderia deixar de elencar pelo menos uma passagem em que a Secretária tenta demonstrar algum conhecimento sobre a arte circense. E não consegue...

O universo circense e a sua história, esta mais antiga que o cristianismo, jamais poderiam ser resumidos à simulação da flatulência do palhaço. 

Piolin, Torresmo, Arrelia e Carequinha depois de anos fazendo-nos gargalhar, devem estar chorando em suas covas. O palhaço nunca foi e jamais será isto, uma piada de gosto duvidoso.

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