27 de janeiro de 2020

SABRA E CHATILA SOB O OLHAR DE DIA AL-AZZAWI

Cires Canisio Pereira



Sabra e Chatila eram campos de refugiados palestinos localizados em Beirute no Líbano que, naquele setembro de 1982, estavam sob controle de Israel. Neles o pior aconteceu, um massacre vitimando refugiados palestinos que haviam deixado a Palestina devido às ocupações israelenses intensificadas após a segunda guerra.

DAVI HUMANIZADO



É sabido que a predileção de Edgar Degas sempre foi retratar bailarinas e os universos destas bailarinas na dança e na música. Mas por um período, entre 1858 e 1865, Degas priorizou temas bíblicos, e um destes temas foi o famoso duelo entre Davi e o gigante Golias, uma narrativa constante no "Velho Testamento". 

Ei, você? Sim, é com você mesmo!

CIRES PEREIRA

Resultado de imagem para DEDO APONTADO
Nos anos 80, você elogiava pontualmente os governos militares, mas era implacável na crítica quanto à postura ditatorial dos mesmos. Portanto, entre um e outro elogio, fazia questão de dizer que preferiria a democracia. Preocupava-se em se apresentar como “politicamente correto”.

16 de janeiro de 2020

VICTOR HUGO E A GRAND-PLACE DE BRUXELLES

CIRES PEREIRA


O maior romancista francês, autor de grandes clássicos como “Os Miseráveis”, O Corcunda de Notre Dame” (originalmente “Notre-Dame du Paris”) e “Trabalhadores do Mar”, optou por viver no exílio.

6 de janeiro de 2020

LONDRES: MULTIFACETADA E PLURAL


Quem é este “cara” na imagem?

Londres, capital e síntese britânica, desde a Era Vitoriana tornou-se multifacetada, mas “plural” é uma adjetivação mais recente, sobretudo após o colapso da ordem bipolar diante do colapso do “socialismo real”, da desintegração da União Soviética e da ordem internacional multipolar.

A Era Vitoriana correspondeu ao período em que a Rainha Vitória foi regente, entre 1837 e 1901, frise-se que desde 1689 o monarca não mais gozava de autoridade absoluta. A Revolução Gloriosa deste ano determinou o aumento do poder do parlamento e esvaziou e limitou o poder monárquico. Ao longo do século XIX, a Inglaterra se firmou como a maior economia e o maior império da face da terra. Reflexos de um processo de desenvolvimento econômico propulsionado por uma precoce mecanização do processo produtivo nas últimas décadas do século XVIII.

Por ter se tornado um “grande império”, a Inglaterra passou a controlar uma espessa fatia do comércio mundial com os chineses e os latino-americanos, além do seu controle politico-militar sobre outras áreas do planeta, como a Índia, a Oceania e quase toda a região leste do continente africano.

Por conta deste protagonismo econômico, militar e geopolítico, a cidade de Londres tornou-se um cidade de confluências étnicas e culturais. Jovens das famílias abastadas de seu “largo domínio mundo afora” se dirigiam pra Londres pra estudar. A maioria destes, com o propósito de aprenderem com os ingleses como se deve fazer pra comandar.

Desde meados do século XIX, Londres tornou-se uma cidade multiétnica e culturalmente diversa, embora partisse dela o comando que delimitava condutas no vasto império e que orientava outras regiões sob sua influência econômica. Londres era então multifacetada, mais ainda não plural.

Passadas as grandes guerras da primeira metade do século XX, o mundo mudou muito. O protagonismo inglês colapsou, por três razões: o notável crescimento dos EUA em todos os sentidos, a emergência do bloco socialista e as emancipações políticas das colônias inglesas pelo mundo. Aos poucos a Inglaterra acompanhava, impotente, aos avanços das economias estadunidense, alemã e japonesa.

Com o colapso da ordem bipolar, a situação inglesa no cenário mundial pouco alterou, ainda que continue sendo uma das principais economia na Europa, ao lado da Alemanha (reunificada) e da Franca. Por se tratar de um país que conta com indicadores econômicos e sociais bons estáveis, a Inglaterra continuou sendo um importante destino pra investidores privados e trabalhadores do mundo inteiro. Londres, por ser sua principal cidade, continua acolhendo a maior parte destes estrangeiros. Por tudo isto, a cidade manteve-se na condição de cidade multifacetada, mas também plural.

Plural não apenas porque expressa a natureza democrática do Estado Inglês, mas também por ter se tornado uma das grandes cidades globais, confluência de investidores privados de todos os cantos do planeta. Daí a necessidade de se adequar também às conveniências dos mesmos.

Nas ruas e praças, nos negócios privados e nas edificações de Londres, percebe-se mais estrangeiros de todo o planeta do que propriamente ingleses.

Árabes, latinos, indianos, africanos, chineses e coreanos, assim como budistas, hindus, siques, cristãos e muçulmanos, estão em toda. Uma fração menor nas condições de investidores/empreendedores, estudantes e turistas e uma fração nas condições de empregados, sub-empregados e desempregados em busca da sobrevivência.

Agora sim, este é Sadiq Khan e é “o cara”. Afinal de contas elegeu-se prefeito de Londres em 2016 e se tornou o primeiro prefeito de Londres de origem árabe (pais paquistaneses), muçulmano, pobre e progressista.

Sim, Londres é também plural. A imagem, muitas vezes mais que o meu esforço expresso no texto, corrobora isto.

ESPECULAÇÃO SOBRE O TEMPO

CIRES PEREIRA Senhor imaterial das vidas humanas Divindade colossal sem seguidores Referência nada mensurável Suserano que prescinde de baju...