MODUS OPERANDI BOLSONARISTA

Cires Pereira
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1 - Como alternativa de poder:

A ausência de um projeto de governo moralmente indefensável e politicamente risível, define o seu “modus operandi” principal e que apresenta resultados melhores, a saber: a desqualificação de seus adversários.

Usam um narrativa repleta de acusações sem comprovação e fácil de assimilar, sobretudo por parte daqueles que, por má vontade ou limitação intelectual, aceitam como verdadeiras. Todos viram a indústria das “Fakes News” a serviço deles na eleição de 2018 no Brasil.

2 - No Governo

Após triunfarem eleitoralmente, aplicam uma gestão alinhada aos interesses das elites e dos setores médios, ainda que insistam num discurso de que seu governo prioriza os mais necessitados. Não há, cumprido um quinto de sua gestão, qualquer medida benéfica aos trabalhadores assalariados e aos desempregados. Pelo contrário, assiste-se à supressão de direitos como se nota na nova legislação previdenciária.

Continuam valendo-se de uma narrativa de desqualificação de seus opositores e o fazem movidos por um propósito principal: o desmonte do Estado De Direito Democrático. Eles, os fascistas travestidos agora de bolsonaristas, sabem que o único meio de continuarem no governo é interditar os meios democráticos de acesso ao governo, mitigando ou até suprimindo as chances de seus opositores.

É público e notório que o principal nome da oposição, livrou-se do cárcere e aguarda o julgamento no STF de uma apelação feita por sua defesa propondo a suspeição do ex-Juiz Sérgio Moro, logo a nulificação do processo. A defesa alega que a condenação se deu sem provas fáticas, num processo parcial em desfavor do réu. Ampara-se nas recentes revelações de conversas entre o juiz e os procuradores da Operação Lava Jato.

Bolsonaro e seus asseclas se movem agora pra aprovarem uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que permite o início da execução da pena a partir do juízo da segunda instância recursal. Semana passada a maioria do STF considerou o disposto constitucional que determina que a execução da pena tenha início após o “trânsito julgado”, o que permitiu que Lula deixasse o cárcere.

Farão de tudo pra não permitirem que Lula tenha seus direitos políticos restabelecidos e que possa disputar as eleições presidenciais de 2022.

Enfim, ainda que o processo de Lula não tenha sido concluído, arrogam-se no direito de punir quem eles chamam de “criminoso”, ou seja a presunção de inocência só vale pra eles. Dirão que o Brasil encontra-se em crise e que o não apoiamento aos esforços do seu governo configura “torcer contra o país”, uma espécie de crime de lesa-pátria.

Conclusão

Por fim não parece-me forçoso prever que este governo continuará sem escrúpulos na ofensiva contra seus opositores. Com ainda dispõe de uma maioria qualificada no Congresso, tentará aprovar mudanças na Constituição estranhas ao regime democrático. É possível que este governo queira, como é da natureza do fascistas, aprovar uma Lei de Segurança Nacional que o habilite, no plano jurídico e policial, a silenciar e até eliminar seus oponentes.

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