HÁ MUITOS “EICHMANN” ENTRE NÓS

Cires Pereira
Eis os expedientes mais usados numa gestão pública autoritária ou monolítica: falsificação, aparelhamento, tortura psicológica, humilhação, arrogância, censura, ameaças, chantagem, etc.

Seus condutores e seus adeptos os vão vociferando em grande regozijo. Alegam que não há opção melhor pra conter os “inimigos” da família, da moral e dos bons costumes e conspiradores da estabilidade e da pátria.

Atualmente são muitos os brasileiros que se assemelham, tanto nos expedientes quanto na justificativa, aos falangistas espanhóis, nazistas alemães, fascistas italianos, militaristas japoneses e salazaristas portugueses.

Muitos me obstarão dizendo que não usariam tais expedientes, contudo reiteram seu apoio a este governo que não sinaliza qualquer disposição pra parar de usar estes expedientes e esta narrativa.

Encontramo-nos sob o império da maldade que tem como trunfo maior o apoiamento de uma expressiva fração da sociedade civil constituída por homens e mulheres que insistem em dizer que são “pessoas de bem”.

Portam-se como uma espécie de Otto Adolf Eichmann, carrasco nazista que jurava ser inocente (abaixo imagem do julgamento de Eichmann em Israel no ano 1961) de que “era do bem” e que fazia o mal porque obedecia ”às ordens de seus superiores”.

Enfim na condição de funcionário público estava ali e fazia aquilo porque eram ordens e ordens se cumprem. Curiosamente é este o perfil de funcionário público que Paulo Guedes, um dos “ases” do governo, defende. “Não pode ter opinião, não poder ser filiado a um partido, por ser funcionário do Estado, como os militares.”

Não se iludam, estas semelhanças não são meras coincidências !!!!

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