REFORMA DA PREVIDÊNCIA 1

O governo e especialistas projetam uma economia de 1 trilhão de reais em 10 anos com a “Nova Previdência”. Uma previsão absolutamente crível. Espera-se que a previdência pública não mais “subtraia” dos cofres da União, recursos que alimentam o seu passivo (Dívida Pública Mobiliária).

Alega o governo que a crescente DPM contribui pra reduzir a confiança dos credores na capacidade do governo em honrar os pagamentos dos juros. Por conta desta desconfiança, os juros continuam altos, alimentando mais quem empresta (usurários) e quase nada quem empreende e, supostamente, contrata mais.

Este ciclo vicioso reforça a ideia de que o Brasil é um paraíso para bancos e rentistas, e tem sido mesmo!

O governo sustenta que é preciso voltar a ter sua dívida sob limites. Pra que se assegure o que se ganhou recentemente (governo Lula), o selo de bom pagador e o “grau de investimento”, junto às agências internacionais de risco como Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s nos anos de 2008 e 2009.

O “Investment grade” poderia atrair investidores e investimentos pra alavancar a economia gerando emprego, renda adimplência e liquidez. Por isso o governo tem procurado se comportar dentro dos limites concebidos e impostos pelo modelo neoliberal. É o tão surrado “tripé econômico”: câmbio flutuante, metas fiscais e metas inflacionárias.

Em outro flanco, o governo espera renunciar à grande parte de seus negócios e empresas, restabelecendo o processo de privatização que havia sido impulsionado nos anos 90 por Collor, Itamar e FHC.

MAS, E A REFORMA TRIBUTÁRIA?

Considerando a natureza deste governo (e sua fonte doutrinal) e a correlação de forças no parlamento que é amplamente favorável ao “mercado, portanto seguidora do modelo neoliberal, é possível projetar o que está por vir.

Os tributos sobre renda e consumo continuarão elevados e a tributação sobre grandes fortunas e patrimônio bastante  indulgente e convidativa. Todos sabemos que é possível economizar 10 vezes mais o que se espera com a “Nova Previdência”. Ou seja, economizar 10 trilhões de reais em 10 anos.

É PRECISO ter a coragem de reduzir drasticamente as renúncias fiscais para o sistema financeiro privado, a indústria e as exportações.

É PRECISO ter coragem de ampliar os tributos sobre as maiores rendas no país. Como exemplo, uma renda milionária paga no máximo 6%.  E sobre o patrimônio.

É PRECISO ter coragem em cortar os privilégios que dispõem, por exemplo, as instituições religiosas.

É PRECISO ter coragem de punir com rigor a sonegação fiscal no país, ampliando penas e fiscalização.

É PRECISO acabar com os altos salários que se paga nos três poderes, além dos “penduricalhos”

Enfim é PRECISO outro governo e outro parlamento, jamais os que ora se apresentam. As eleições são o meio, dentro da ordem liberal e democrática, pra reverter este cenário, e assim tentaremos.

Sigamos, pois, em movimento e em luta!!!

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