CANTO LÚGUBRE

As urnas pariram o pútrido
Um governo obtuso e raso e
Um parlamento abarrotado de “nadas”
Este, prenhe de propósitos infames
Onde abundam arrivistas e chupistas.

As urnas escarraram o soturno
Pústulas que pululam no roto tecido social
Escroques que imaginávamos abatidos
O construído com vagar, agora é devorado
Nas chamas sopradas por chauvinistas.

As urnas erigiram a distopia
Que graça (e dilacera) inclemente
Uma terra outrora diversa e amável
Agora é cativa de uma gosma ”ocreada”
Produzida pelos tons subtraídos do pendão...

          ... desta mesma terra!

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