4 de janeiro de 2019

IDEOLOGIA DE GÊNERO X ESTUDOS DE GÊNERO

Cires Pereira

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O governo Jair Bolsonaro se uniu ao Movimento Escola Sem Partido no combate à suposta "doutrinação político-partidária nas escolas e à Ideologia de Gênero (sic)." O fato é que se colocam contra a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU, adotada em 2015, inclusive pelo Brasil.

Eis dois dos objetivos desta Agenda (A integra no link abaixo)


4.5 - Até 2030, eliminar as disparidades de gênero na educação e garantir a igualdade de acesso a todos os níveis de educação e formação profissional para os mais vulneráveis, incluindo as pessoas com deficiência, povos indígenas e as crianças em situação de vulnerabilidade;

5.1 - Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte

A "Ideologia de Gênero", na verdade é uma terminologia criada pelos seus opositores, pois o que se propõe são os "Estudos de Gênero" que objetivam a compreensão dos sujeitos, compreender a expressão de suas identidades, propor conceitos e teorias para sua existência e ajudar a construir um mundo onde todos/as se respeitem.

O Brasil em 2015 adotou a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, logo um de seus compromissos é garantir o seu cumprimento. Dentre os objetivos desta Agenda está a garantia de ambientes de aprendizagem seguros e não violentos, inclusivos e eficazes, e a promoção da educação para a igualdade de gênero e os direitos humanos.

Sobre os "Estudos de Gênero", recomenda-se abordar as diferenças entre os conceitos de "Sexo" e de "Gênero", as identidades de Gênero: Transgenia e Sisgenia e Sexualidade.

Sobre "Sexualidade", há que se destacar a Orientação Sexual, levando-se em conta algumas categorias principais que classificam algumas das possibilidades de atração das pessoas, são elas: heterossexual (quem sente atração por pessoas do gênero oposto), homossexual (quem sente atração por pessoas do mesmo gênero) e bissexual (quem sente atração por pessoas de ambos os gêneros).

Esta abordagem está em sintonia com as diretrizes e os objetivos da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Trata-se de uma abordagem que colide contra a "heteronormatividade", esta definida pelo padrão social ocidental judaico-cristão. Os estudos de Gênero e Orientação Sexual" questionam as prescrições compulsórias de condutas "compatíveis com a heterossexualidade, tida como "natural" e, por isso mesmo, correta.

Temos encontrado muitos obstáculos e dificuldades, e os mais recentes tem sido o Movimento Escola Sem Partido, agora devidamente respaldado pelo Governo Bolsonaro, e pelas correntes cristãs mais fundamentalistas como a Carismática Católica e Igrejas Cristãs Evangélicas e Neo pentecostais.

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