O QUE DEFENDE O FASCISMO?

Cires Pereira
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Ideologia defensora da razão do Estado ou a sobreposição da razão do indivíduo pela razão do Estado.

Traduzindo: O que o indivíduo pensa não pode contrariar o que o Estado pensou pra o Indivíduo. Nada pode estar "acima da razão do Estado.

Ideologia propugnadora da preservação do direito à propriedade privada, portanto cabe ao Estado zelar pelos interesses daqueles que são proprietários e coibir a ação (individual ou coletiva) que atenta contra este direito. 

Traduzindo 1: O indivíduo continua num meio social onde o capital impera, portanto um meio pautado na desigualdade.
Traduzindo 2: O principal inimigo do fascismo são as esquerdas, pois estas pregam uma sociedade pautada na propriedade coletiva, portanto igualitária.

Ideologia propugnadora de uma ordem política ditatorial ou totalitária, portanto uma ideologia de extrema direita.

Traduzindo: Os indivíduos deixam de ser livres e obedecem a quem governa. A democracia é suprimida.
Ideologia defensora da superioridade de um povo e/ou nação, portanto supremacista.
Traduzindo: É uma ideologia racista, belicista, expansionista e intolerante.
Ideologia defensora do Estado Corporativista, isto é uma instituição pública que tem como tarefa assegurar a convivência harmoniosa entre as classes constitutivas da sociedade civil, as desigualdades são mantidas e as divergências decorrentes são monitoradas para evitar a desintegração do tecido social. A ideia é neutralizar o conceito


Traduzindo 1: Os sindicatos, órgãos representativos de classe, funcionam sem autonomia, portanto como "correia de transmissão" entre o Estado e as classes. Os sindicatos são atrelados e sem combatividade. 

Traduzindo 2: A ideia é neutralizar a luta de classes, conceito usado pelos revolucionários (anarquismo e marxismo) para justificar a inevitabilidade da Revolução Proletária como meio para a consecução de outra sociedade baseada na propriedade coletiva dos meios de produção e num governo servidor da maioria proletária.

GESTÃO ECONÔMICA

O modelo econômico defendido pelo fascismo varia segundo as circunstâncias macroeconômicas. Nos anos 1920 e 1930, o modelo econômico vigente era o liberalismo clássico propugnado pelos pensadores Adam Smith (Escócia 1723-1790) e David Ricardo (Inglaterra 1772-1823). A crise econômica naquele período colapsou este modelo que foi substituído pelo modelo keynesiano, propugnado pelo economista John Maynard Keynes (Inglaterra 1883-1946) que defendia um maior protagonismo do Estado na economia visando conter os excessos permitidos pela "Mão invisível do Mercado". A ideia era reduzir os estoques, limitando ganhos das empresas e ampliando o consumo da sociedade através da valorização do trabalho. O Fascismo apropriou-se também destes princípios pra aplicação de uma política econômica semelhante aquela aplicada nas democracias liberais (EUA, Reino Unido e França).

Desde os anos 1970 e 1980, assiste-se à transição do modelo keynesiano para um modelo que se baseia no liberalismo ricardiano ou smithiano e que se ajusta às circunstâncias e às demandas de uma nova economia inscrita na "Terceira Revolução Industrial", denominado "NEOLIBERALISMO".Seus principais conceptores foram os economistas Friedrich Hayek (Áustria 1899-1992) e Milton Friedman (EUA - 1912-2006). 

O Fascismo (ou Neofascismo) defende as mesmas teses políticas, contudo (e previsivelmente) se ajusta às demandas do capital na atualidade e defende o modelo neoliberal.
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