11 de fevereiro de 2018

MAR MANSO

CIRES PEREIRA
Enquanto o mar lambe e granula a areia
O leve vento espraia o aroma
Das pedras, das folhas e de nós.
lá em cima, alvas e poucas nuvens planam 

Na cobalta abóboda.
Aqui, o cãozinho adormece na areia
Sombreada pelo "seu" coqueiro.
Ao mar, a barca leva os locais
Que trocam os peixes pelo pão do dia-a-dia


O manso mar (as vezes revolto)

Testemunha a vida
E lentamente me entardece
Lento e pleno.
Pleno, vivo...

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