MORTE E VIDA

A corda rija
O grunhido de dor

O corpo suspenso
Em seguida cai
E as vísceras da terra o acolhe
Sem vida, inerte...

À razão de Lavoisier, recorro.
À metempsicose da alma, suplico.
Confortam-me ambas!

filhote que cinde o ovo
planta que irrompe a encosta

água que brota da pedra
Uma criança parida

Mitigo a dor em mim
Resisto e sobrevivo.
Resiliente, robusteço

Rejuvenesço no novo dia
Possibilidade do amanhã
É a vida digladiando com a morte.

Cires Pereira

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