DICAS HISTÓRIA VESTIBULAR UFU JUNHO 2017 1ª E 2ª FASES

Professor Cires Pereira
Apresento e comento 10  temas ou dicas que poderão ser cobrados nas provas de Primeira e Segunda fases do Vestibular UFU Junho de 2017. Os temas abaixo, não cobrados na primeira fase, poderão vir na segunda fase. Boa Prova pra todos vocês.

01) Mecenato político: Os artistas e suas obras a serviço dos interesses e conveniências dos governantes: 

Estudo de casos:
  1. Jean Baptiste Lully e Luis XIV na França do Século XVII;
  2. Michelângelo e Leonardo Da Vinci e família Médici em Florença; 
  3. Jacques-Louis David e Napoleão no início do século XIX.
Todas instituições e autoridades instaladas numa sociedade, pra terem robustez e longevidade, precisam ter o amparo e legitimidade da mesma. Ao longo da História esta é situação recorrente. Por isso os governantes recorriam também aos artistas para que produzissem algo que valorizasse e justificasse seus governos, era fundamental encantar (e persuadir) a sociedade.

1 - O governo de Florença, comandado pela família Médici, financiavam e protegiam alguns artistas e intelectuais renascentistas, como Michelângelo e Leonardo Da Vinci, pois tais condutas davam maior visibilidade e prestígio aos seus governos. Por mais que os conteúdos de suas obras fossem criticista, estes mecenas geralmente eram poupados de crítica e sempre suas condutas eram elogiadas. 

2 - Luis XIV (roi soleil) - 1643-1715 - tinha um séquito de bajuladores e defensores e de sua forma de governar. Jean Baptist Lully era um dos compositores mais elogiado e protegido em governo de Luis XIV, as obras de Lully estavam entre as mais usadas nas audiências e festas patrocinadas pelo governo. 

3 - Napoleão escolheu Louis David pra ser um dos seus principais colaboradores, as obras deste pintor sempre foram pautadas em enaltecer o governo de Napoleão como garantidor das conquistas revolucionárias e o próprio Napoleão. Uma das característica do governo bonapartista era o personalismo, bem explorado pelo pintor.

02) EUA e a corrida para o oeste no século XIX

A adoção de um Estado Liberal sob o formato de uma república presidencialista e federativa, logo após sua emancipação frente à Inglaterra, foi decisiva para que houvesse um forte crescimento da economia baseada nas atividades urbanas no norte e nas atividades rurais no sul.

Os estados do norte tiveram um desempenho muito melhor do que os estados do sul pelo ato de produzirem bens com maior valor agregado e por estimularem, via assalariamento, o consumo interno tornando os lucros e os investimentos mais robustos. Com a ampliação do descompasso nos ritmos de crescimento do norte e do sul, os nortistas passaram a pressionar mais o governo para a adoção de uma política de expansão que, necessariamente, passava pela conquista dos territórios à oeste. 

Estes territórios foram adquiridos junto à França e à Inglaterra e anexados junto ao México ainda antes do término da primeira metade do século XIX, contudo era preciso que o governo fizesse muito mais do que uma simples apropriação, era preciso colonizá-los. A ideia era, a princípio tornar estes territórios potenciais produtores de bens primários para a nordeste e consumidores de bens industrializados no nordeste americano. 

Esta integração nordeste/oeste impulsional o nordeste mais ainda fazendo que ficasse inviável a manutenção do pacto federativo de 1787, o que levará à guerra civil de 1861, pois o sudeste não abria mão de manter a escravidão em seus domínios e das baixas tarifas praticadas pelo governo da União que incidiam sobre exportação e importação, um expediente importante para a economia sudestina.

03) Revolução Mexicana de 1910

Em 1876, Porfírio Diaz assumiu o governo mexicano e imprimiu uma gestão ditatorial. Mesmo tendo havido um pequeno desenvolvimento industrial durante o período em que esteve à frente do país, a elite agrária permaneceu no poder, pois a base econômica continuou a ser a exportação de produtos agrícolas e de minérios.

Seu governo apenas aparentava uma democracia, as eleições sempre foram manipuladas pra que continuasse no governo. Em 1910, Diaz novamente foi eleito, mas Francisco Madero lidera um movimento que não reconhece a vitória de Diaz. Madero promete fazer a reforma agrária, conquista os apoios de importantes lideranças camponesas e assume o governo. Como não levou à frente este propósito, perdeu s apoios e foi destituído em 1913. Huerta, identificado com as forças conservadoras assumiu o governo mas não suportou a pressão das oposições e foi substituído por Carranza, eleito presidente com o apoio dos EUA que temiam o avanço de Zapatta. 

A constituição, promessa de Carranza, foi promulgada em 1917. Esta caracterizava-se por conceder ao Estado do direito de expropriar terras, caso fosse utilizá-las para benefício público, ao mesmo tempo que reconhecia os direitos dos índios sobre as terras de uso comum. No campo das relações de trabalho, criou-se o salário mínimo e determinou-se que a duração da jornada de trabalho seria de oito horas. A Igreja Católica foi sensivelmente abalada em seu poder com a separação entre Estado e Igreja.

Os assassinatos de Zapata, em 1919, e de Pancho Villa, em 1923, significaram a derrota do projeto popular e democrático e o triunfo do projeto liberal-democrático e burguês.


04) Ditaduras militares na América Latina



Mesmo tendo se constituídos como Estados baseados nos princípios liberais desde as emancipações políticas na primeira metade do século XIX, as elites na América latina optaram em não estender direitos políticos aos setores populares que, excluídos, não tardaram a reagir. O resultado destas reações populares foram as concessões graduais até que muitos destes Estados tornaram-se democráticos. 

A ordem democrática, comumente, não se materializou em razão do aparelhamento feito por lideranças e partidos populistas, como se viu na Argentina com Domingos Perón e no Brasil de Getúlio Vargas. 

Durante a guerra fria (1946/1991), diante do esgotamento dos governos populismos e do avanço de agrupamentos revolucionários, as elites nacionais, em comum acordo com o capital internacional, optaram pelos regimes ditatoriais conduzidos pelas cúpulas das forças armadas sob o seguinte argumento: a necessidade da ordem ou estabilidade interna para a retomada da prosperidade econômica, para tanto tornava-se imperativo conter o avanço das esquerdas alinhadas com o Bloco Socialista durante a Guerra Fria. O governo dos EUA se empenhou em colaborar com os golpes de estado (Argentina 1966 e 1976 e Brasil em 1964) e com a viabilização destes governos (Argentina até 1983 e Brasil até 1985) valendo-se de argumentação semelhante. 

Exceções: México, governado pelo PRI e na Venezuela, governada ora pela "Accion Democrática", ora pela Democracia Cristã, as elites nacionais respectivas e o capital estrangeira nutriam confiança nestes governos, logo optaram em manter a ordem democrática.

05) O Governo Allende e a "via chilena ao socialismo"

Em 1970 Salvador Allende foi eleito presidente do Chile, pela Unidade Popular. Uma aliança formada por socialistas, comunistas, setores católicos e fração do Partido Radical e algumas lideranças do Partido Social Democrata. Contava apoio expressivo do campesinato e do operariado.

Seu governo visava "construir uma sociedade socialista em liberdade, pluralismo e democracia" e estava comprometido com o processo de nacionalização da economia, com a reforma agrária e com a elevação do nível de vida dos trabalhadores, ou seja, acreditava que as reformas sócio econômicas graduais pudessem fortalecer as massas trabalhadoras e ao mesmo tempo e ao mesmo tempo destruir o predomínio econômico e imperialista, abrindo caminho para a construção de uma sociedade socialista.



06) A Guerra ao Terror

O Governo G. W. Bush, logo após os atentados em 11 de setembro de 2001, determinou uma política externa pautada no combate, sem tréguas, aos "inimigos da ordem mundial capitaneada pelos EUA". O objetivo era conter e eliminar as organizações terroristas bem como os governos que estimulavam, financiavam ou acobertavam estas organizações ("eixo do mal"), como eram os casos dos governos Saddam Hussein, do Talebans no Agfeganistão, do Irã (Mahmud Ahmadinejad) e do Sudão (Al-Bashir).

07) O significado da Revolução Francesa:

A mobilização vitoriosa contra o Antigo Regime (absolutismo) implicou no estabelecimento de mais um Estado Liberal na Europa Ocidental e influenciou mobilizações semelhantes na Europa e o conjunto das independências na América latina. O Estado passou a ser controlado por forças políticas identificadas com os propósitos da burguesia. 

Destaques para os governos de Napoleão (1800-1814), do Monarca Luis Felipe (1830-1848) e do imperador napoleão III que fizeram com que os investidores voltassem a investir, logo a atividade econômica e os lucros avançaram consolidando a hegemonia da burguesia sobre a sociedade.

08) A Revolução Bolivariana

Em 1998, Hugo Chávez elegeu-se presidente do país desbancando os dois pesos pesados da política venezuelana: Acción democrática e COPEI (democratas cristãos). Pautado num discurso em que promete refundar o Estado. No ano de 1999 uma nova Constituição alterou nome do país para "República Bolivariana da Venezuela", considerou cláusula pétrea a manutenção da PDVSA como estatal e instituiu o "referendum" e o "plebiscito popular" aprofundando o Estado de Direito Democrático. Em 2000 Chávez foi reeleito pra governar por mais seis anos. Atualmente, após a morte de Chávez, Venezuela é governada pelo chavista Nicolas Maduro.


09) Principais Revoltas afrodescendentes no Brasil

Inconfidência Baiana (Revolta dos Alfaiates): Realizada em 1798, na Bahia, que tinha como um de seus objetivos a libertação dos escravos. Além disso, defendiam a independência do Brasil e um regime igualitário. Os principais participantes eram indivíduos excluídos da sociedade. Os participantes acabaram presos e expulsos do país.

Revolta dos Malês: Ocorreu na cidade de Salvador, em 1835, no período imperial. Os participantes eram negros escravos de religião muçulmana que se revoltaram com a escravidão e a imposição da religião católica. Eles eram impedidos de exercerem a sua fé.

Revolta da Chibata: Após a abolição, um dos primeiros movimentos que ocorreram foi a Revolta da Chibata, a última ocorrida no Brasil por negros armados e organizados. Iniciou-se em 1910, no Rio de Janeiro. Os negros eram integrantes da Marinha Brasileira e foram liderados pelo marujo negro João Candido para lutar contra as péssimas condições de trabalho e maus tratos sofridos.


10) Primavera Árabe

Um conjunto de ofensivas inciado em dezembro de 2010, provocando as quedas de governos ditatoriais como o tunisiano, o egípcio e o líbio. Os protestos se avolumaram a tal ponto na Síria do ditador Bashar al-Assad configurando-se num quadro de guerra civil que já custou a vida de milhares ao longo de dois anos e meio. Greves, passeatas, convocatórias pelas redes sociais e sensibilização da comunidade internacional que vê com simpatia as mobilizações contra o arbítrio.

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