23 de setembro de 2016

PROPOSIÇÕES PARA UMA REFORMA NO ENSINO BÁSICO

CIRES PEREIRA*

* Professor de Sociologia e de História no Ensino Médio na Rede Privada nas cidades de Uberlândia e Araguari MG - Graduado em Licenciatura Plena de História pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia).

Segundo o censo educacional elaborado pelo MEC em 2014, haviam 50 milhões de matriculados entre o maternal e o ensino médio. Destes, 82% matriculados na rede pública e 18% matriculados na rede privada. Particularmente, no Ensino Médio eram 1.070.000 ou 13% matriculados na rede privada e 7.200.000 ou 83% na rede pública.

No ensino superior há uma inversão nestes percentuais, a saber: 5.8 milhões de matrículas nas 2.070 instituições privadas e 2 milhões de matrículas nas 300 instituições públicas.

O ingresso nas instituições públicas, pelo Vestibular ou ENEM, aponta uma realidade chocante: a maioria dos ingressantes na rede pública é proveniente da rede privada do ensino básico e a maioria dos ingressantes na rede privada é proveniente da rede pública do ensino básico.

18 de setembro de 2016

EU SOU UM REVISOR DE LETRAS MORTAS

Professor Walfrido Vianna* 

Anúbis - O guardião das tumbas e dos mortos (Mitologia Egípcia)

Eu sou um revisor de letras mortas. Tenho sido e durante muito tempo ainda serei (talvez) um revisor de letras mortas. Quem dedica mais da metade útil do seu dia a zelar por artigos agora antigos, dispositivos sem mais valia, caputs ápodes em falecidas normas, é um revisor de letras mortas.

5 de setembro de 2016

REINALDO AZEVEDO: "é SÓ O COMEÇO" (SERÁ?)

ROBERTO BUENO*

*Roberto Bueno. Pós-Doutor. Faculdade de Direito. UnB (CT) / UFU


O sr. Azevedo destilou e atualizou a sua habitual dose de ódio vertida na mídia, desta feita através de ameaçador artigo endereçado ao campo progressista publicado na Folha de São Paulo no dia 02.09.2016. Intitulado "É só o começo", é espécie de aglomerados insanos do qual o único que se extrai são vazões do intestino de um homem habitado por perigosa e voraz patologia violenta. Mesmo quando vivíamos a crueza da ditadura havia esperança ao olhar para dias melhores, mas no mundo do sarcástico sr. Azevedo o que enxergamos é tudo deterioro sob o signo indelével da violência pura em seu cenário de truculência e infâmia.