11 de janeiro de 2016

VACINA CONTRA DENGUE E A INJUSTIFICÁVEL MOROSIDADE DA ANVISA

CIRES PEREIRA

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a comercialização da Vacina contra a Dengue. Mas ela ainda não está disponível no mercado. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos precisa definir o valor de cada dose, o que pode levar uns três meses ou mais. Ora, não é necessário, logo injustificável, prazo tão dilatado pra uma simples precificação da vacina.
A vacina francesa protege contra os quatro vírus. A eficácia geral gira em torno de 66%. A proteção contra o Tipo 4 é de 83%, contra o Tipo 3 é de 73%, contra o Tipo 1, 58% e contra o Tipo 2, 47%. Estes quatro tipos podem causar a versão mais grave da dengue e esta vacina protege 93% a dengue hemorrágica, o que é muito bom. São aqueles casos que levam à hospitalização, ao óbito. Aliviaria bastante os atendimentos hospitalares e até evitaria mortes.

Por que não se cria uma força-tarefa pra resolver esta "picuinha" em uma ou duas semanas?

A ANVISA, que é um órgão regulador de Estado, novamente age de forma insensível e irresponsável. Uma reflexão se impõe: é preciso rever as prerrogativas das agências reguladoras no Brasil, a começar pela ANVISA.
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