TENSÃO AUMENTA ENTRE XIITAS E SUNITAS

Cires Pereira

A execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr na Arábia Saudita, determinada pelo governo, reacendeu a tensão entre os governos saudita e iraniano. A ditadura wahhabista (islamismo sunita) comandada pelo rei Salman bin Abdul Aziz Al-Saud e principal aliada entre os árabes do Ocidente foi duramente criticada pelos lideres xiitas iranianos.
O Imã (Ayatollah supremo iraniano) Ali Khamenei decretou uma "revanche divina" contra o governo wahhabista saudita. Em seguida o governo saudita rompeu relações diplomáticas com o Irã. Neste momento a Embaixada da Arábia Saudita em Teerã encontra-se ocupada por iranianos e parte de suas dependências arde em chamas.

O Sudão e o Bahrein sob governos sunitas alinharam-se com a Arábia Saudita e romperam relações diplomáticas com o Irã. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram uma "degradação nas relações com o Irã. Desde 2011 que o governo do Bahrein tem demonstrado irritação com o governo iraniano em decorrência da posição deste governo favorável aos protestos organizados pelos xiitas (majoritários neste país).

A situação é grave, pois envolve uma disputa que se arrasta desde o século VII, cabe a ONU e a Liga Árabe intervirem pra evitarem uma guerra aberta.
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