"PARATODOS", COM AFETO E CARINHO.

Cires Pereira
 
Assim que "arrancam" suspiros delas em alcovas contratadas, saem por ai grasnando o combinado em suas  iluminadas tocas, entre um “scoth” e um “cubano”.
Entram e saem de suas cabeças palavras previsíveis e prescindíveis.
Com seus abadás estufam os peitos replicando palavras de ordens, despautérios e ofensas.
Gritam como se desejassem a liberdade de todos, embora preferissem apenas a liberdade deles. (Ou salvo-condutos?)
Eles, Chico, que se reivindicam “bons” ou "homens bons", te abordaram pra te dissuadir. Ricos (pobres) ingênuos.

Mesmo que não estejam certos, mesmo que não se dispõem a consertar o mundo pra todos, querem mesmo é um mundo para os seus tamanhos. 
Será que em suas cabeças povoam ideias?
Deliram diante de um poeta?
Inebriam com algum profeta?
Fantasiam algo?
Será? Pelo menos em algum sentido?
Chico, serão eles, decentes? 
Eles que se incomodam com a censura, será que se disporiam à falta dela? 
Evitam os avisos.
Não desafiam os risos.
Hinos? Signos? Pra que?
 
Optam por “desembestar” em busca de um só destino.
Esperam que o Padre Eterno abençoe o governo, a vergonha e o juízo “deles”, no Céu deles. 
Eles sabem o que fazem e o que querem.
Não nos dissuadirão, Chico. Isto não!
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