15 de novembro de 2015

UNESP 2016 RESOLUÇÃO COMENTADA PROVA DE HISTÓRIA

PROFESSOR CIRES PEREIRA



Uma prova equilibrada com um nível de dificuldade mediano que primou pela escolha de temas relevantes da história como a "guerra do Peloponeso, o feudalismo, o colonialismo moderno, a revolução industrial, a 2ª guerra mundial, o populismo e a politica dos governadores no Brasil, a Reforma Protestante e o extremismo no mundo atual. A seguir as questões de história gabaritadas e comentadas.


QUESTÃO 31: E
COMENTÁRIO: Péricles tentou, sem êxito, unificar toda a Grécia. A conservadora e militarista Esparta era o grande obstáculo, seguido pelo desejo de independência de outras cidades-Estado gregas. Tentou estender a influência de Atenas até o mar Negro, mas foi impedido por Esparta e seus aliados na conhecida Liga do Peloponeso.

QUESTÃO 32: B  
COMENTÁRIO: O Contrato feudo-vassálico, comumente testemunhado pela Igreja cristã, estabelecia a hierarquia no interior da classe senhorial. A cumplicidade impunha-se desde então assegurando aos componentes dos setores mais abastados da sociedade proteção contra invasões de estranhos e estabilidade da ordem interna nos domínios senhoriais.

QUESTÃO 33: A  
COMENTÁRIO:  O monge  da ordem dos agostinianos Martinho Lutero denunciou as práticas abusivas cometidas por clérigos alemães com a permissividade da cúpula católica e fez desta denúncia um meio importante para dialogar com setores insatisfeitos da Igreja tendo por base um conjunto de propostas visando reformular a instituição, dentre as quais o fim da cobrança das indulgências e o fim da infalibilidade papal.
QUESTÃO 34: D 
COMENTÁRIOS: A pretensão principal dos europeus na África era ampliar os lucros valendo-se sobretudo da comercialização de nativos para trabalharem no continente americano onde se estruturavam as colônias europeias. Dentre as justificativas utilizadas pelos europeus, expressa no texto, a ideia de que os africanos eram culturalmente inferiores aos europeus.

QUESTÃO 35: C 
COMENTÁRIO: Nas colônias de exploração, predominante no continente americano, destaque para a estruturação de uma economia voltada para a exportação. A ordem era produzir muito e a custo baixo, prevalecendo as formas compulsórias de trabalho impostas à mão-de-obra local e à mão-de-obra traficada da África. 

QUESTÃO 36: E 
COMENTÁRIO: Diante do processo de mecanização da produção, face ao uso de máquinas-ferramentas tracionadas por energia não humana, o parcelamento ou divisão de tarefas e a hierarquização se intensificaram. Estas foram as principais mudanças no quadro da Revolução Industrial desde o final do século XVIII em fábricas inglesas. A produtividade aumentou e com isso os lucros tornaram-se ainda maiores. Vale lembrar que estas mudanças não implicaram, num primeiro momento, em melhorias nas condições de vida e de trabalho para os produtores diretos (proletariado).

QUESTÃO 37: B 
COMENTÁRIO: As autoridades brasileiras temiam o crescimento da Argentina, sobretudo após o país ter superado suas disputas internas com o fim da guerra entre federalistas e unitaristas. Para o Brasil seria prudente manter relações estreitas com o Uruguai e o Paraguai pra que se mantivessem fora do raio de influência da Argentina.

QUESTÃO 38: D 
COMENTÁRIO: A política dos governadores foi um sistema  idealizado e aplicado por Campos Sales (1898 – 1902), que consistia na troca de favores políticos entre o presidente  e os governadores dos estados. O presidente da República não interferia nas questões estaduais e, em contrapartida, os governadores apoiavam politicamente o presidente. Este estratagema beneficiava a oligarquia tradicional , pois a mesma exercia forte influência sobre os governos estaduais.


QUESTÃO 39: A  
COMENTÁRIO: Quando Hitler assumiu o governo alemão e iniciou a sua politica externa caracterizada pela conquista do "espaço vital" para o III Reich, os franceses e os ingleses se empenharam em não reagir contra ofensivas revanchistas pontuais dos alemães e seus aliados. Esta estratégia ficou conhecida como a "política do apaziguamento"  e perdurou até agosto de 1939 quando os alemães e os soviéticos celebraram o pacto de não-agressão. A partir deste acordo, franceses e ingleses considerariam quaisquer ofensiva alemãs como grave, portanto merecedora de uma sanção imediata. A ocupação alemã na Polônia, em setembro de 1939, levou a Inglaterra e França a declararem guerra contra os alemães

QUESTÃO 40: E 
COMENTÁRIO: A unificação alemã e todo o II Reich foram marcados pelo ascendente militarismo, portanto crescia cada vez mais a influencia dos militares nas decisões dos governos da época, principalmente após a queda de Bismarck e a sua política de "Boa Vizinhança". A Alemanha passou a ser considerada uma ameaça à primazia franco-britânica. 
Com o advento da República de Weimar após a derrota na 1ª guerra a situação ficou mais tranquila, contudo a crise no início dos anos 30 dilacerou as bases do Estado democrático e fez emergir o III Reich, com ele a Alemanha voltava a ser uma ameaça. A derrota na segunda guerra e a divisão da Alemanha fizeram com que a parte ocidental passasse a rejeitar o militarismo dos anos anteriores.


QUESTÃO 41: B 
COMENTÁRIO: O corporativismo era o principal ingrediente de uma bem sucedida reação dos defensores do capitalismo ao avanço das teses revolucionárias que defendiam a luta de classes. Sua aplicação pelos fascistas europeus e pelos populistas na América Latina consistia no aparelhamento dos sindicatos por membros do governo para tirar deles a autonomia e transforma-los em "correia de transmissão do Estado". Prevaleceu um modelo contestado pelos socialistas e comunistas, pois favorecia o "peleguismo" e apoiado com reservas pelo empresariado.


QUESTÃO 42: E
COMENTÁRIO: A maioria dos islâmicos ou muçulmanos condena o jihadismo de uma minoria constituída tanto por sunitas quando por xiitas.  Dentre os grupos jihadistas mais em evidência, ressalto o Estado islâmico que tenta viabilizar um "califado" na Síria e Iraque. O Estado islâmico reivindicou a autoria dos atentados na França, em janeiro, contra o Charlie Hebdo e, em novembro, contra vários alvos matando 146 pessoas. 
Além do EI outros tem chamado a atenção, são eles: o Boko Haram, que atua na Nigéria com pretensão semelhante, o Al-Shabaab que atua na Somália e a Al Qaeda que atua em várias partes do mundo.
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