UNESP 2016 RESOLUÇÃO COMENTADA PROVA DE HISTÓRIA

PROFESSOR CIRES PEREIRA



Uma prova equilibrada com um nível de dificuldade mediano que primou pela escolha de temas relevantes da história como a "guerra do Peloponeso, o feudalismo, o colonialismo moderno, a revolução industrial, a 2ª guerra mundial, o populismo e a politica dos governadores no Brasil, a Reforma Protestante e o extremismo no mundo atual. A seguir as questões de história gabaritadas e comentadas.


QUESTÃO 31: E
COMENTÁRIO: Péricles tentou, sem êxito, unificar toda a Grécia. A conservadora e militarista Esparta era o grande obstáculo, seguido pelo desejo de independência de outras cidades-Estado gregas. Tentou estender a influência de Atenas até o mar Negro, mas foi impedido por Esparta e seus aliados na conhecida Liga do Peloponeso.

QUESTÃO 32: B  
COMENTÁRIO: O Contrato feudo-vassálico, comumente testemunhado pela Igreja cristã, estabelecia a hierarquia no interior da classe senhorial. A cumplicidade impunha-se desde então assegurando aos componentes dos setores mais abastados da sociedade proteção contra invasões de estranhos e estabilidade da ordem interna nos domínios senhoriais.

QUESTÃO 33: A  
COMENTÁRIO:  O monge  da ordem dos agostinianos Martinho Lutero denunciou as práticas abusivas cometidas por clérigos alemães com a permissividade da cúpula católica e fez desta denúncia um meio importante para dialogar com setores insatisfeitos da Igreja tendo por base um conjunto de propostas visando reformular a instituição, dentre as quais o fim da cobrança das indulgências e o fim da infalibilidade papal.
QUESTÃO 34: D 
COMENTÁRIOS: A pretensão principal dos europeus na África era ampliar os lucros valendo-se sobretudo da comercialização de nativos para trabalharem no continente americano onde se estruturavam as colônias europeias. Dentre as justificativas utilizadas pelos europeus, expressa no texto, a ideia de que os africanos eram culturalmente inferiores aos europeus.

QUESTÃO 35: C 
COMENTÁRIO: Nas colônias de exploração, predominante no continente americano, destaque para a estruturação de uma economia voltada para a exportação. A ordem era produzir muito e a custo baixo, prevalecendo as formas compulsórias de trabalho impostas à mão-de-obra local e à mão-de-obra traficada da África. 

QUESTÃO 36: E 
COMENTÁRIO: Diante do processo de mecanização da produção, face ao uso de máquinas-ferramentas tracionadas por energia não humana, o parcelamento ou divisão de tarefas e a hierarquização se intensificaram. Estas foram as principais mudanças no quadro da Revolução Industrial desde o final do século XVIII em fábricas inglesas. A produtividade aumentou e com isso os lucros tornaram-se ainda maiores. Vale lembrar que estas mudanças não implicaram, num primeiro momento, em melhorias nas condições de vida e de trabalho para os produtores diretos (proletariado).

QUESTÃO 37: B 
COMENTÁRIO: As autoridades brasileiras temiam o crescimento da Argentina, sobretudo após o país ter superado suas disputas internas com o fim da guerra entre federalistas e unitaristas. Para o Brasil seria prudente manter relações estreitas com o Uruguai e o Paraguai pra que se mantivessem fora do raio de influência da Argentina.

QUESTÃO 38: D 
COMENTÁRIO: A política dos governadores foi um sistema  idealizado e aplicado por Campos Sales (1898 – 1902), que consistia na troca de favores políticos entre o presidente  e os governadores dos estados. O presidente da República não interferia nas questões estaduais e, em contrapartida, os governadores apoiavam politicamente o presidente. Este estratagema beneficiava a oligarquia tradicional , pois a mesma exercia forte influência sobre os governos estaduais.


QUESTÃO 39: A  
COMENTÁRIO: Quando Hitler assumiu o governo alemão e iniciou a sua politica externa caracterizada pela conquista do "espaço vital" para o III Reich, os franceses e os ingleses se empenharam em não reagir contra ofensivas revanchistas pontuais dos alemães e seus aliados. Esta estratégia ficou conhecida como a "política do apaziguamento"  e perdurou até agosto de 1939 quando os alemães e os soviéticos celebraram o pacto de não-agressão. A partir deste acordo, franceses e ingleses considerariam quaisquer ofensiva alemãs como grave, portanto merecedora de uma sanção imediata. A ocupação alemã na Polônia, em setembro de 1939, levou a Inglaterra e França a declararem guerra contra os alemães

QUESTÃO 40: E 
COMENTÁRIO: A unificação alemã e todo o II Reich foram marcados pelo ascendente militarismo, portanto crescia cada vez mais a influencia dos militares nas decisões dos governos da época, principalmente após a queda de Bismarck e a sua política de "Boa Vizinhança". A Alemanha passou a ser considerada uma ameaça à primazia franco-britânica. 
Com o advento da República de Weimar após a derrota na 1ª guerra a situação ficou mais tranquila, contudo a crise no início dos anos 30 dilacerou as bases do Estado democrático e fez emergir o III Reich, com ele a Alemanha voltava a ser uma ameaça. A derrota na segunda guerra e a divisão da Alemanha fizeram com que a parte ocidental passasse a rejeitar o militarismo dos anos anteriores.


QUESTÃO 41: B 
COMENTÁRIO: O corporativismo era o principal ingrediente de uma bem sucedida reação dos defensores do capitalismo ao avanço das teses revolucionárias que defendiam a luta de classes. Sua aplicação pelos fascistas europeus e pelos populistas na América Latina consistia no aparelhamento dos sindicatos por membros do governo para tirar deles a autonomia e transforma-los em "correia de transmissão do Estado". Prevaleceu um modelo contestado pelos socialistas e comunistas, pois favorecia o "peleguismo" e apoiado com reservas pelo empresariado.


QUESTÃO 42: E
COMENTÁRIO: A maioria dos islâmicos ou muçulmanos condena o jihadismo de uma minoria constituída tanto por sunitas quando por xiitas.  Dentre os grupos jihadistas mais em evidência, ressalto o Estado islâmico que tenta viabilizar um "califado" na Síria e Iraque. O Estado islâmico reivindicou a autoria dos atentados na França, em janeiro, contra o Charlie Hebdo e, em novembro, contra vários alvos matando 146 pessoas. 
Além do EI outros tem chamado a atenção, são eles: o Boko Haram, que atua na Nigéria com pretensão semelhante, o Al-Shabaab que atua na Somália e a Al Qaeda que atua em várias partes do mundo.
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