4 de setembro de 2015

REFUGIADOS: À MEMÓRIA DE AYLAN KURDI (1912-1915)

CIRES PEREIRA


Muitos de lá, muitos e muitos de vários "lás"...
Para acolá foram os sírios, palestinos, 
sudaneses, etíopes, iemenitas, curdos e iraquianos.

Para outros "lás" emigraram  os afegãos, ucranianos, 
nigerianos, somalis, paquistaneses e indianos.

Para cá vieram os bolivianos, haitianos, africanos e venezuelanos.

Para ali foram os mexicanos, haitianos, hondurenhos, dominicanos, africanos, árabes, chineses e coreanos.

Não sairiam senão tivessem sido expulsos, não chegariam lá, cá e ali se pudessem escolher seus destinos.

A situação que os fizeram deixar seus "lás" é tão infame quanto o não acolhimento lá, cá e ali.

Homens de gravata se esquivam, homens de farda executam o "dever" e os homens de batina e púlpito "rezam".

Enquanto isso um pequeno corpo sírio jaz numa praia da Turquia.

Letreiros desfilam à frente da bancada anunciando a novela e depois o futebol.

A atenção na telinha se redobra, enquanto isso corpos de Aylan e amiguinhos são sepultados nalgum lugar.
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