ELEIÇÕES NA ARGENTINA

CIRES PEREIRA


Há alguns domingos atras, o principal candidato de oposição ao governo Cristina Kirchner obteve uma vitória parcial na corrida presidencial. O seu candidato, Horacio Rodrguez Larreta, venceu as eleições na capital Buenos Aires com uma margem apertada de votos.

Os estrategistas da candidatura neoliberal de Maurício Macri esperavam uma vitória mais contundente neste domingo, pois este fato traria mais musculatura pra sua campanha. O grande problema de Macri é sua pouca capilaridade eleitoral no território argentino, tirando a província de Buenos Aires, sua aceitação dificilmente alcançará mais do que 25 % do eleitorado.

A Presidente Cristina Kirchner do Partido Justicialista ou "peronista" apoia o governador da Província de Buenos Aires, Daniel Scioli, da "Frente Para a Vitória". Mesmo com a popularidade em queda, Cristina e os partidos que integram sua base comandados pelo Partido Justicialista, ainda tem força em toda a nação pra não perderem o governo.

Um dia após a vitória do "macrismo" na capital, uma pesquisa foi publicada indicando o governista Scioli na frente de Macri. Abriu 8,2% de vantagem sobre Maurício Macri ( 35,1% A 26,9%).

As políticas sociais engendradas pelo casal Kirchner desde 2003, o desenvolvimentismo e o aumento da participação do Estado na economia estão sendo, mesmo com as desaceleração da economia, a piora nas contas do governo e a inflação em alta, as bases para a manutenção do "kircherismo" à frente do governo argentino.

Considero Scioli favorito, pois levo em conta a força do justicialismo, ainda que fragmentado, os bons índices de aceitação de sua gestão à frente da Província de Buenos Aires, a máquina governamental comandada pelo cabo eleitoral principal (Cristina Kirchner) e os aparelhos públicos controlados pelo partido.

Em tempo: Neste domingo, dia 25 de outubro, Scioli e Macri foram qualificados para o 2º turno. Scioli com um pouco mais de votos do que Macri. Configura-se desde agora um verdadeiro plebiscito sobre a gestão kirchnerista e a julgar pelo índice de aprovação da Presidenta Cristina Kirchner é provável que Scioli vença. Vamos acompanhar.
0