1 de maio de 2015

AOS COLEGAS PROFESSORES

CIRES PEREIRA


Temos diuturnamente colhido e semeado letras, números e símbolos. Colhemos e semeamos o que nos parece ser mais adequado para um país soberano, democrático e justo.

Nossa abnegação em semear o que colhemos tem sido pouco perceptível por quem foi escolhido pela sociedade para, entre outras coisas assisti-la. Caso contrário nos receberiam em praça pública com flores e não com tacapes e pólvora.

Ainda que gritemos para que nossas palavras se sobreponham ao ruído dos ventiladores (quando não estão quebrados) e ao, eventual, vozerio (natural e tolerável) de "nossas" crianças, sempre transigiremos e ponderaremos caso nos recebam com respeito. 

Repudiamos o grito, determinado pelos bem ventilados palácios, que ousa nos compelir!

Naquela praça defronte a "casa do povo" os (nossos) gritos tiveram outro significado. Foram gritos de abatidos pela indiferença e pela truculência a mando de um governador que parece não ter tido um dia, um professor....

Continuamos na luta pra que todos os brasileiros tenham professores e que possam prescindir de certos governantes.
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