FUVEST 3º DIA RESOLUÇÃO PROVA DE HISTÓRIA

PROFESSOR CIRES PEREIRA

Caros vestibulandos abaixo a resolução das questões de história do 3º dia do Vestibular FUVEST 2015. Uma prova constituída por questões com enunciados bastante claros, facilitando a compreensão do que se pede. A colocação de letras "a" e "b" em todas as questões foi o ponto alto desta prova, pois contribui para resoluções mais claras, por parte do aluno, e facilita a correção pela instituição. Enfim uma prova de nível médio e compatível com o programa de História ministrado no Ensino Médio, portanto seletiva. 






RESOLUÇÃO


A) O quadro alude ao despotismo esclarecido ou Absolutismo Ilustrado, alguns regentes temerosos diante de processos revolucionários contra o seu regime trataram de empreender reformas para dissuadirem possíveis liberais revolucionários. Marquês de Pombal, como principal expoente do governo à época conduzido pelo déspota D José I (1750-1777), promoveu mudanças de cunho liberal que reduziam a influência da Igreja católica sobre o governo e objetivava diminuir a dependência frente ao Império Britânico.

B) Foi neste período que o governo metropolitano, para obter o apoio da burguesia metropolitana, ampliou o controle fiscal sobre a colônia (Brasil) e instituiu a "derrama", provocando na sociedade colonial, por outro lado, uma crescente mobilização contra os aumentos da carga de tributos e o controle fiscal. 


RESOLUÇÃO


A) D. Pedro I havia outorgado naquele ano uma Constituição claramente centralizadora e autoritária, o que provocou indignação e revolta e a mais emblemática ocorreu em Pernambuco que era um dos principais centros de elaboração e difusão do pensamento liberal 

B) A conspiração dos Suaçunas na cidade de Olinda, próxima ao Recife em 1801 e a Revolução Pernambucana em 1817.



 RESOLUÇÃO:


A) "Darvwinismo Social", materializado na superioridade dos europeus sobre os nativos das áreas conquistadas. Os governos à frente das economias industrializadas europeias, em consonância com o "capital monopolista e financeiro" (maiores investidores e credores), precisavam justificar para os seus governados a política imperialista empreendida e, concomitantemente, valerem-se de uma justificativa para a ação colonizadora nas áreas conquistadas. Comumente reforçavam a tese da superioridade da sociedade industrial, judaico-cristã, competitiva sobre as sociedades ainda "em estágio cultural primitivo ou pouco evoluído".

B) Ambos justificam a pertinência e a validade da superioridade de uma sociedade, neste caso a europeia, sobre as demais sociedades, valendo-se dos diferentes estágios em que se encontravam as sociedades colonizadoras (Europa) e as sociedades colonizadas (África e Ásia). Embora concebidos em momentos distintos (1910 e 1990), os dois textos não fazem qualquer questionamento contrário à ação colonizadora e aos seus supostos "efeitos positivos".



RESOLUÇÃO


a) Na primeira figura o falangismo ou franquismo, movimento de caráter nacionalista e ultra direitista que tinha como liderança principal Francisco Franco, as bandeiras italiana, alemã e portuguesa aludem aos regimes totalitários já implantados nestes países e na segunda figura o socialismo que na Espanha defendia a unidade das milícias para a defesa do governo da Unidade Popular contrário ao falangismo.

B) O falangismo ou franquismo propunha uma ordem totalitária e direitista que fosse capaz de restabelecer o crescimento da economia valendo-se de uma presença mais efetiva do Estado na economia e conter o socialismo valendo-se de um regime monolítico e nacionalista que pudesse impor a unidade nacional. 

O socialismo apregoado pela Unidade Popular, sob a hegemonia do Partido Comunista  Espanhol alinhado com o governo soviético de Stálin, tinha por objetivo uma república socialista na Espanha amparada pelos comitês populares e comandada pelas estruturas de poder revolucionárias. O primeiro passo (já executado com êxito) foi a constituição de uma frente ampla de esquerdas para a disputa pelo poder pela via institucional e pacífica.



RESOLUÇÃO


A) Diante das perspectivas de crescimento econômico na região sudeste, o Rio de Janeiro tornou-se, segundo o texto, um centro de confluência de empresários e de trabalhadores. Tornou-se então uma cidade populoso com um percentual pequeno de homens endinheirados e um percentual expressivo de trabalhadores pobres e mendicantes. Nas áreas povoadas pela maioria pobre pouco ou nada era feito para melhorar as suas vidas, enquanto nos bairros habitados pelas famílias abastadas a presença e a assistência do governo eram flagrantes. Os morros habitados de forma desorganizada e os esgotos a céu aberto compunham ao lado dos casarios modestos exprimiam o contraste social inerente ao desenvolvimento econômico.

B) duas importantes mudanças saltam aos olhos, a reurbanização do Rio de Janeiro inspirada nas estética arquitetônica europeia, com o alargamento das vias de circulação de bens e pessoas e a especulação imobiliária provocada pelas crescentes demandas por habitações e espaços para a edificação de armazéns próximos ao porto, fabricas e pontos comerciais, esta especulação tornava ainda mais notável a conformação de uma cidade de ricos e de varias cidades de pobres (favelas) numa só "cidade".


RESOLUÇÃO

A) O colégio eleitoral era constituído pelo conjunto dos congressistas ou parlamentares da Câmara dos Deputados e pelo Senado da República. O candidato à presidência que obtivesse maioria simples seria eleito para governar por quatro anos.

B) Tancredo Neves da Aliança democrática derrotou Paulo Maluf apoiado pelo PDS (antiga ARENA) e pelo governo dos militares, à época comandado pelo General João Figueiredo. A Aliança Democrática reunia dois dos principais partidos oposicionistas: o MDB e o PFL (partido formado por dissidentes da ARENA). Tancredo também contou com os apoios de outros partidos de oposição, exceto o Partido dos Trabalhadores liderado por Luis Inácio da Silva que continuou defendendo eleições diretas para a presidência da República e uma nova Constituição democrática, soberana e popular.
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