7 de janeiro de 2015

FANATISMO X LIBERDADE

Cires Pereira


Um corpo agonizante suplica inocuamente por clemência. Imóvel e inerte escancara ao mundo a face mais vil do fanatismo. Vis como também os são seus provocadores que colonizam e exploram. Estes, igualmente trucidam quem ousa resistir. O hegemonismo ocidental ou "capital" é real, mas "pena".

Quantas vidas serão ainda ceifadas até que esta histórica disputa seja encerrada ?  
Quantos recursos terão que ser ainda drenados para a "guerra total" ou a "Jihad"?  
Quantos alarmes, falsos ou não, ainda serão acionados?  
Quantos corpos ainda juvenis serão entregues às "causas"? 
Quantos homens ainda serão recrutados para o enfrentamento destas "causas"? 
Allah é clemente até mesmo com quem, usando o Seu nome, tem  agido de forma inclemente.  
Será o 21º século da era cristã um século de acertos de contas? 
No primeiro ano, três milhares sob os escombros na "Big Apple". 
No terceiro ano, duas dezenas jazem entre os trilhos de Madrid. 
No quarto ano, cinco dezenas jazem no centro de Londres. 
No sétimo ano, trinta cercam e eliminam duas centenas em Mumbai. 
Quênia, Nigéria, Paquistão, Síria, Iraque, Rússia, Palestina, Israel e, agora, França contabilizam seus mortos. Acertos, revanchismos, forra, desforra (ou seja lá o nome que queira dar) pululam nos "cantos" e nos "centros" da terra. Enquanto os poderosos creem ser pertinente o "dente por dente", as vidas se vão e a liberdade parece agonizar. 
Na terra de Voltaire  milhões de gorros vermelhos, há muito tempo, exigiram liberdade. Hoje gorros negros destruíram uma dúzia dos nossos. Mal sabem "eles" que a liberdade é uma condição inabdicável para quem a conquistou. 
Mas em todos os cantos da "Terra" o lamento desta perda tem sido, igualmente,  o brado da liberdade. E que fiquem sabendo nossos detratores, perdemos doze, mas ainda somos bilhões.

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