UNESP 2015 1ª FASE RESOLUÇÃO PROVA DE HISTÓRIA

CIRES PEREIRA


A prova de História do Vestibular UNESP 2015, como era de se esperar, foi marcada pelo equilíbrio das frentes que compõe a História ministrada no 2º grau, pela clareza em seus enunciadas  com a devida pertinência de seus textos. Portanto uma prova com questões e assuntos compatíveis com o objetivo do concurso que é de selecionar para a segunda fase aquele vestibulando que se esmerou ao longo do seu ensino médio. A seguir as questões e os respectivos comentários deste site.


 
Alternativa B: Na "Pólis" o corpo de sacerdotes, os rituais e as divindades constitutivas das religiões tinham o propósito, como o texto alude, de aglutinar as identidades e reforçar vínculos locais.

Alternativa A: Os povos gregos e egípcios comunicavam-se ora em razão do comércio e da navegação pelo Mediterrâneo, ora em decorrência de conflitos. De acordo com o texto, as edificações na Grécia, sobretudo as maiores ou monumentais, tinham como referenciais a estética e a técnica orientais, como foi o caso da arquitetura egípcia.


Alternativa E: O Contrato feudo-vassálico amalgamava os vínculos entre os senhores donos dos feudos assegurando entre os mesmos uma hierarquia e uma cumplicidade imprescindíveis para a garantia das ordem dentro dos feudos tornando prescindível uma autoridade em esfera nacional e absoluta. Esta ordem política local e autônoma se juntava à autoridade universal e atemporal exercida pela Igreja Cristã, ganhando tanto a nobreza laica quanto o clero.


Alternativa E:  Ao longo dos séculos XV e XVI os europeus (com os ibéricos à frente) protagonizaram um exitoso processo de descobertas de novas rotas marítimas e novos espaços que então foram colonizados. As grandes navegações repercutiram na retomada do crescimento econômico europeu e no fortalecimento de uma economia de mercado lançando as bases para o capitalismo em detrimento do sistema feudal. Uma parte significativa do planeta tornou-se área dominada pelos europeus que fizeram desta "globalização moderna" a base da acumulação primitiva. Atualmente a globalização ou a integração dos mercados e das economias espalhadas por todo o planeta se inscreve, diferentemente, num contexto de capitalismo consolidado sob a presidência do modelo econômico neoliberal.


Alternativa  B: Sabe-se que a colonização portuguesa na América obedecia a uma lógica devidamente concebida e aplicada pelo governo absolutista metropolitano em comum acordo com as elites lusitanas. Aos burgueses de Portugal o propósito era ampliara a lucratividade de seus negócios que eram direta ou indiretamente vinculados à sucesso da "empresa colonial". Da mesma forma o absolutismo português não podia deixar de salvaguardar os interesses da nobreza metropolitana, dai um gama de concessões e privilégios aos nobres devidamente apropriados e/ou usados na metrópole e nas colônias.

Alternativa C: Estas concessões do poder público às elites portuguesas que tinham negócios com a colônia ou na colônia amplificavam as possibilidades de enriquecimento e tornavam o Estado Português ainda mais necessário na promoção da prosperidade econômica. Como esta participação do poder público na economia era flagrante na metrópole, não era uma surpresa para as elites coloniais esta mesma presença da "Coroa" na economia colonial. Neste sentido as terras concedidas para usufruto vitalício privada eram grosso modo destinadas à produção monocultora para exportação conveniente à economia metropolitana.
 

Alternativa D: Simon Bolivar muito embora tenha saído vitorioso nas campanhas militares emancipacionistas contra os espanhóis, o seu projeto político de integração das áreas soberanas malogrou devido às resistências de elites refratárias à um governo distante e, portanto sem meios para manipulá-lo. Este projeto de integração (pan-americanismo) também não convinha aos propósitos da Inglaterra que tinha muitos interesses em ampliar suas vinculações com as novas nações soberanas. De fato Bolivar não tendo conseguido materializar a integração regional, não pode comandar à todos, como sugere o texto do escritor colombiano Gárcia Márquez.


Alternativa A:  Padre Feijó, subliminarmente considera necessário o instituto da escravidão que no Brasil independente prolongou-se até a queda da Monarquia em 1888/89. Ainda que tenha considerado a escravidão como algo repreensível do ponto de vista da moral e da civilidade.



Alternativa B:  Kropotkin em 1920 escreveu a Lênin, então líder maior do governo bolchevique e soviético, para deixar explícito sua insatisfação frente ao governo que, segundo os anarquistas, havia-se tornado burocrático e refém da liderança do Partido Comunista (ex Partido Bolchevique) em detrimento do poder popular e verdadeiramente soviético como era o propósito inicial da revolução de outubro de 1917 na Rússia.


Gabarito E:  O modernismo brasileiro pautou-se pela busca de uma brasilidade e pela necessidade de compreender as bases deste espírito recorrendo ao que havia sido acumulado em termos de expressões culturais pelo Brasil desde os tempos remotos ou primitivos. Temiam, os seus principais protagonistas, que o movimento modernista no Brasil pudesse se descaracterizar em razão da grande influência que a cultura europeia ainda exercia sobre a cultura nacional, mesmo que isso ainda fosse um paradoxo, considerando os termos do manifesto de 1922.


Alternativa D:  Dentre as linhas mestras do governo Getulismo Vargas, destaca-se o aparelhamento, pelo governo, das organizações das classes trabalhadoras. O sucesso desta estratégia estava associada à sujeição da sociedade civil ao Estado, por um lado, e às concessões pontuais (dentro do que o "capital" permitia) aos trabalhadores como aumentos salariais, redução de jornada e legislação trabalhista protetora.


 Alternativa E: O regime franquista que se instalou na Espanha em 1939, ao término da guerra civil, era de caráter fascista. O Estado ditatorial implantado na Espanha visava reorganizar a economia e impedir o avanço das esquerdas, desde o final dos anos 60 o projeto franquista, de extrema-direita, começava a agonizar na Espanha. A oposição ao regime de Franco começa a se  articular de forma mais consistente aproveitando-se das lacunas geradas no próprio regime ditatorial. Em 1975 observou-se na Espanha um arranjo de várias correntes oposicionistas em torno de duas metas: redemocratizar o Estado e reerguer a economia nacional, estes setores consideraram conveniente restaurar a monarquia, ao contrário do que ocorreu em Portugal que optou por manter a república em 1974, com a coroação de Juan Carlos.  

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