27 de novembro de 2014

DICAS PARA FUVEST 2015 (PRIMEIRA FASE): HISTÓRIA

Professor Cires Pereira

01) O Absolutismo-monárquico: regime vigente nos Estados Nacionais europeus ao longo da época moderna, caracterizado por uma forte concentração de poderes nas mãos dos monarcas cujos objetivos eram satisfazer os propósitos das elites nacionais (burguesia, nobreza e clero). Constituiu-se, grosso modo, na expressão política de uma Europa Ocidental marcada pela lenta transição feudo-capitalista. O monarca atendia aos propósitos da burguesia e assim contribuía para o avanço da economia capitalista, ao mesmo tempo mantinha privilégios para os nobres e o clero, logo instituições e condutas tipicamente feudais continuavam subsistindo.


02) O significado da revolução francesa: A mobilização vitoriosa contra o  Antigo Regime (absolutismo) implicou no estabelecimento de mais um Estado Liberal na Europa Ocidental e influenciou mobilizações semelhantes na Europa e o conjunto das independências na América latina. O Estado passou a ser controlado por forças políticas identificadas com os propósitos da burguesia. Destaques para os  governos de Napoleão (1800-1814), do Monarca Luis Felipe (1830-1848) e do imperador napoleão III que fizeram com que os investidores voltassem a investir, logo a atividade econômica e os lucros avançaram consolidando a hegemonia da burguesia sobre a sociedade.

03) Proclamação da república no Brasil: O avanço da influência dos militares brasileiros nas definições políticas do Brasil na segunda metade do século XIX e sua relação com o fortalecimento da alternativa republicana que culminaram na proclamação da República em 1889.

04) O contexto do golpe civil-militar no Brasil em 1964: Parte influente e expressiva do comando das forças armadas brasileiras destituiu João Goulart do PTB que havia assumido o governo em 1961, após a renúncia do Presidente Jânio Quadros. Os militares golpistas tinham uma opinião convergente com as elites nacionais, o capital estrangeiro e o governo dos EUA de que Jango estaria estimulando e facilitando o avanço das esquerdas brasileiras valendo-se de uma agenda de governo que ia além das concessões que o capital poderia fazer. Como o governo jango se inscrevia num cenário regional marcado pelo avanço das esquerdas entusiasmadas com a situação de Cuba depois da revolução de 1959 e num cenário mundial caracterizado pela polarizada disputa multifacetada entre os EUA e a URSS pelo comando do mundo. Os militares não teriam agido se não tivessem a convicção de que teriam guarida do governo dos EUA, das elites nacionais e do capital estrangeiro.

05) A Revolução bolivariana: Em 1998, Hugo Chávez elegeu-se presidente do país desbancando os dois pesos pesados da política venezuelana: Acción democrática e COPEI (democratas cristãos). Pautado num discurso em que promete refundar o Estado. No ano de 1999 uma nova Constituição alterou nome do país para  "República Bolivariana da Venezuela", considerou cláusula pétrea a manutenção da PDVSA como estatal e instituiu o "referendum" e o "plebiscito popular" aprofundando o Estado de Direito Democrático. Em 2000 Chávez foi reeleito pra governar por mais seis anos. Atualmente, após a morte de Chávez, a Venezuela é governada pelo chavista Nicolas Maduro.

06) Principais Revoltas afrodescendentes no Brasil
Inconfidência Baiana (Revolta dos Alfaiates): Realizada em 1798, na Bahia,  que tinha como um des seus objetivos a libertação dos escravos. Além disso, defendiam a independência do Brasil e um regime igualitário. Os principais participantes eram indivíduos excluídos da sociedade. Os participantes acabaram presos e expulsos do país.
Revolta dos Malês: Ocorreu na cidade de Salvador, em 1835, no período imperial. Os participantes eram negros escravos de religião muçulmana que se revoltaram com a escravidão e a imposição da religião católica. Eles eram impedidos de exercerem a sua fé.
Revolta da Chibata: Após a abolição, um dos primeiros movimentos que ocorreram foi a Revolta da Chibata, a última ocorrida no Brasil por negros armados e organizados. Iniciou-se em 1910, no Rio de Janeiro. Os negros eram integrantes da Marinha Brasileira e foram liderados pelo marujo negro João Candido para lutar contra as péssimas condições de trabalho e maus tratos sofridos.

07) A Guerra ao Terror: O Governo G. W. Bush, logo após os atentados em 11 de setembro de 2001, determinou uma política externa pautada no combate, sem tréguas, aos "inimigos da ordem mundial capitaneada pelos EUA". O objetivo era conter e eliminar as organizações terroristas bem como os governos que estimulavam, financiavam ou acobertavam estas organizações ("eixo do mal"), como eram os casos dos governos Saddam Hussein, do Talebans no Agfeganistão, do Irã (Mahmud Ahmadinejad) e do Sudão (Al-Bashir).

08) Governo Lula (2003/2011): Seu governo alavancou o crescimento econômico do país graças à recuperação das economias internacionais puxadas pela China que muito precisava de matérias primas e recursos energéticos e ao crescimento das demandas internas em razão das políticas de transferência de renda como o "fome zero", à retomada do emprego formal e à retomada de investimentos do Estado na economia. Seu governo também foi marcado por denúncias de pagamento a deputados para votarem com o governo no parlamento, no que se denominou como escândalo do Mensalão.

09) Primavera Árabe: Um conjunto de ofensivas inciado em dezembro de 2010, provocando as quedas de governos ditatoriais como o tunisiano, o egípcio e o líbio. Os protestos se avolumaram a tal ponto na Síria do ditador Bashar al-Assad configurando-se num quadro de guerra civil que já custou a vida de milhares ao longo de dois anos e meio. Greves, passeatas, convocatórias pelas redes sociais e sensibilização da comunidade internacional que vê com simpatia as mobilizações contra o arbítrio.

10) A crise econômica de 2008/2014: Resultado da crescente desregulamentação econômica em razão da aplicação do receituário neo-liberal. As demandas internacionais não tem sido capazes de acompanhar o ritmo das ofertas de bens e serviços, tal situação se deve ao crescente desemprego, ao arrocho salarial e à redução dos gastos públicos com programas sociais. Começou nos EUA em razão da implosão da "bolha imobiliária" em 2008 e avançou por todas as economias internacionais provocando retração de investimentos, endividamentos dos governos e comprometendo renda e consumo.

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