1 de novembro de 2014

ENEM 2014: DICAS DE CIÊNCIAS HUMANAS PARTE 1

Professor Cires Pereira


A Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias será aplicada no sábado dia 08 de novembro (sábado) com 45 questões de História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Abaixo o primeiro bloco de dicas para a disciplinas: História, filosofia e sociologia, brevemente publicarei o 2º bloco de dicas.

Leia também ENEM 2014: DICAS DE CIÊNCIAS HUMANAS PARTE 1 no link abaixo:http://www.escritaglobal.com.br/2014/11/enem-2014-dicas-de-ciencias-humanas.html

Estado Democrático de Direito 
A ordem política liberal é montada a partir das revoluções dirigidas pela burguesia europeia na Europa Ocidental e pelas elites coloniais à frente dos processos independentistas nas Américas no final da época moderna e início dos tempos contemporâneos (1640....1850). Estes processos não instalaram a democracia imediatamente, foi preciso que houvessem mobilizações populares exigindo a extensão dos direitos políticos aos mesmos na Europa desde o início do seculo XIX e nas Américas desde o final do mesmo século. 
A democracia liberal é hoje uma realidade graças às pressões destes populares sobre as elites e governos. Por Estado Democrático de Direito dentro do preceitua o liberalismo democrático entende-se: liberdade de concepção e difusão de ideias, livre organização de classe e multipartidarismo, direito de ir e vir, separação entre Igreja e Estado, universalidade e do voto, eleições livres e frequentes, liberdade de imprensa e autonomia dos poderes constituídos.

A crise de 1929 e os fascismos europeus no "entre guerras"
O modelo econômico vigente antes do crack da Bolsa de Valores de Nova Iorque era o liberalismo tal qual pensado pelo Adam Smith no final do século XVIII. Um modelo caracterizado pela não interferência do poder público no estabelecimento das margens de lucros pela iniciativa privada, isto é os custos eram, por um lado, cada vez menores em razão do arrocho nos salários e do desemprego gerado pela mecanização industrial e, por outro lado, as margens de lucros cada vez maiores. Este modelo gerava, de tempos em tempos, uma situação anacrônica nas sociedades industrializadas: superprodução e grande oferta de bens e serviços e retração do potencial de compra e de consumo. 
Esta crise de superprodução provocou um processo de busca desenfreada por mercados na transição do século XIX para o século XX o que gerou os conflitos de interesses que levaram à Primeira Guerra imperialista no verão de 1914.  
A ordem estabelecida na Conferência de Paris não agradou o lado derrotado liderado pela Alemanha gerando o revanchismo propugnado pela extrema direita alemã sob o comando dos Nazistas e o resultado foi o seu avanço político. Na iminência de haver uma convulsão liderada pelas esquerdas alemãs e levando-se em conta a irradiação da crise econômica, iniciada na economia americana, pela Europa, os nazistas assumiram o governo e implantaram um a gestão monolítica e intervencionista para reerguer a economia nacional, exitosos trataram de materializar o desejo da revanche levando o mundo à uma nova guerra, iniciada em agosto de 1939. 

Organizações radicais muçulmanas 
O desmoronamento da ordem internacional  "bipolar", caracterizada pela disputa acirrada da hegemonia mundial entre os EUA e URSS, o esfacelamento da URSS e a implosão do "socialismo real" levaram os EUA e  as demais potências capitalistas e instalarem uma novo ordenamento global que pudesse lhes assegurar por muito tempo o comando mundial. 
Esta obsessão pelo controle de tudo e de todos produziu tensões no mundo inteiro, mesmo ao longo da "guerra fria" (1946/1991) tornaram-se recorrentes as mobilizações contrárias aos interesses dos "grandes". No sul da Ásia, no norte da África e no Oriente Médio, locais com um expressivas comunidades muçulmanas , afirmaram-se grupos que se posicionavam contra as incursões imperialistas que, a medida em se intensificavam, estes passavam a se valer de metas e métodos de reação cada vez mais radicais. No pós guerra fria e, sobretudo depois de 2001 com a série de atentados perpetrados pela Al Qaeda do líder Osama Bin Laden, as ações tornaram-se mais frequentes e temíveis.  
Atualmente alguns importantes grupos utilizam a estratégia da ação terrorista com forma de resistir aos interesses que segundo estes grupos ofendem e comprometem o direito à autonomia dos povos muçulmanos e ao exercício pleno da sua religiosidade baseada no Alcorão, o livro sagrado dos islamitas ou muçulmanos. Juntam-se à esta linha menos propensa ao diálogo organizações como o Hamas (Faixa de Gaza), Boko Haram (Nigéria), ISIS ou EI (Estado Islâmico) no Iraque, Síria e Turquia,  Hezbollah (Líbano) e a Irmandade Muçulmana que tem em comum a defesa da Jihad ou Guerra Santa contra os inimigos do islamismo.


A transição do EBES para o neoliberalismo nas economias centrais e semelhança ente as crises de 1929/33 e de 2008/14.

Entre meados da década de 1970 e final da década de 1980 muitos governos das economias capitalistas iniciaram de forma gradual a suspensão das "redes de proteção social" ou programas assistenciais que tinham como propósitos: reduzir as desigualdades sociais, gerar consumo e reequilibrar demanda e oferta. Esta foi uma das ações no capitalismo para diminuírem os efeitos nocivos da política liberal em voga até o início da década de 1930.  O esgotamento do modelo liberal que teve como simbologia o crack da bolsa de valores de Nova Iorque (NYSE) levou o mundo capitalista a adotar políticas protecionistas além de uma maior participação dos governos nas economias respectivas.  
Esta política, baseada nas ideias de John Maynard Keynes, reanimou a economia mundial, principalmente depois da segunda guerra mundial. Mas o aumento do protagonismo dos governos na economia e os seus compromissos provocavam aumento de impostos e endividamento público, tornando os custos da iniciativa privada ainda maiores e reduzindo suas margens de lucros bem como o seu potencial de investimentos. 
A pressão do empresariado levaram os governos ao caminho da volta ao liberalismo, contudo tiveram que ser muito cautelosos, dai o fato de ter sido feito gradativamente, pois temiam as reações das classes trabalhadoras à suspensão de conquistas sociais e econômicas. Inglaterra e Japão foram os primeiras economias centrais a adotarem este "caminho de volta", seguidos pelos EUA nos anos 80 durante a gestão do presidente Reagan. Nos anos noventa, não havendo mais o temor de uma convulsão internacional sob a batuta do bloco socialista em desintegração, esta transição intensificou-se e assim a ordem econômica internacional voltou a ser regida pelo modelo liberal que passou por algumas adequações, dai a terminologia empregada: neoliberalismo.
A suspensão de programas sociais aliadas, a redução dos impostos, a flexibilização dos direitos trabalhistas, a suspensão de barreiras comerciais e a privatização de serviços públicos e estatais estiveram entre as medidas mais significativas. Esta situação levou à globalização dos mercados, à formação de blocos comerciais e ao avanço do capital financeiro de um lado e à retração do consumo produzindo uma situação semelhante àquela que levou às crises de superprodução no final da década de 1920. 
A crise que se arrasta desde 2008 decorreu de um processo de desregulamentação econômica ditado pelo grande capital internacional que tem produzido falências em parte dos empreendimentos privados, mais desemprego e aprofunda desigualdades e o aumento dos endividamentos dos governos. Tal como se observou na crise de 1929, estes governos são levados a assumirem passivos gerados pela iniciativa privada em razão de suas posturas pouco consequentes.


A importância e os fundamentos do Iluminismo e a principal divergência entre os iluministas moderados e iluministas radicais ou democráticos.
Movimento intelectual-filosófico que exerceu importante influência sobre o conjunto das ofensivas contrárias aos regimes absolutistas europeus e às metrópoles europeias que teimavam em continuar submetendo suas colônias no continente americano. As revoluções burguesas na Europa e as independências na América foram lideradas por personalidades e e organizações identificadas com as teses defendidas pelo iluminismo. Teses que materializavam as bases definidoras do iluminismo: racionalismo, o individualismo e a liberdade.
O Iluminismo propunha um Estado capaz de assegurar os direitos fundamentais da pessoa humana, o direito à vida, o direito à liberdade e o direito à propriedade privada. Dentre os seus principais pensadores destacamos John Locke e Montesquieu (moderados) e Jean Jacques Rousseau (democrático). 
Embora os três sejam partidários do "Estado de Direito", divergem num ponto crucial: para Locke e Montesquieu os direitos políticos devem se restringir aos cidadãos de posses e para Rousseau estes direitos devem ser assegurados a todos os cidadãos. Rousseau defendia ainda a limitação da propriedade privada pelos governantes, e não a sua abolição, como forma de reduzir os conflitos sociais que resultam das desigualdades fundamentadas na propriedade privada.

                           ******************************************

Na segunda parte das dicas para o ENEM 2014, farei comentários sobre os temas abaixo, aguardem.


  • Ditaduras militares na América Latina e o caso brasileiro
  • O avanço das opções progressistas na América Latina no contexto da Guerra Fria.
  • Movimentos populares no século XIX e o ideário revolucionário.
  • Estado Absolutista e suas teorias
  • EUA e a corrida para o oeste no século XIX
  • O colapso do Império Romano do Ocidente e a formação do feudalismo no Ocidente europeu.
Postar um comentário