19 de julho de 2014

17 DE JULHO DE 2014: UMA QUINTA INFAME (1º BALANÇO)

Cires Pereira

Dois fatos, chocaram o mundo nesta quinta-feira dia 17 de julho de 2014: a queda de uma aeronave modelo Boeing 777 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, custando as vidas das 298 pessoas a bordo e a decisão do governo israelense em invadir por terra a Faixa de Gaza na Palestina recrudescendo um conflito de implicações imprevisíveis.


1º fato:

Segundo fontes ligadas ao governo ucraniano existe uma forte suspeição de que a aeronave teria sido abatida por um foguete disparado por separatistas do leste ucraniano (pró Rússia) que lutam contra tropas do governo ucraniano (pró União Europeia), os separatistas não se pronunciaram ainda. As buscas dos destroços, corpos e caixa preta tem sido dificultadas pelas situação de beligerância no local, mas ao que tudo indica uma trégua entre os combatentes está sendo viabilizada. Desde já meu lamento pelas perdas humanas e minha solidariedades aos amigos e parentes dos mortos.
 
Por outro lado parece-me estranho que o as autoridades ucranianas responsáveis pelo espaço aéreo em todo o território ucraniano tenham permitido que aeronaves pudessem sobrevoar a 10 km de altitude, cientes de que os mísseis terra-ar em poder das tropas leais ao governo e dos separatistas  podem atingir seus alvos até 15 km de altitude.
 
Todas as 298 pessoas a bordo que morreram não mereciam um fim tão trágico e resultado de uma covardia sem tamanho, registro ainda as perdas de cientistas, autoridades e ativistas que iam para um "Congresso sobre o Combate à Aids" na Malásia. 

Urge que se crie uma comissão internacional com isenção e com livre-trânsito no local para investigar a queda do avião e que os autores sejam julgados por um tribunal internacional e punidos com severidade tendo por base a legislação internacional.
2º fato:
 
 

Após recusar os termos de uma trégua proposta formulada e apresentada pelo governo egípcio aos governos de Israel e de Gaza, sob o argumento de que estariam fazendo muitas concessões aos israelenses, o governo do Hamas decidiu continuar suas ofensivas contra alvos israelenses em Israel. O governo israelense, chefiado pelo 1º Ministro Benjamin Nethanyahu (Likud) ordenou nesta quinta o uso das forças numa operação por terra em Gaza. A intensidade da destruição e o numero de mortes são imprevisíveis, numa guerra que em oito dias já custaram as vidas de mais de 200 pessoas em Gaza e mais de mil feridos. 
Foram, portanto, inúteis os apelos feitos pelo Papa Francisco, pelo Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, pelo Presidente Israelense Shimon Peres, pelo presidente Obama e pela ONU. Ora, sabemos que os apelos pela paz no Oriente Médio, quando não acompanhados de uma postura mais firme contra os radicalismos (seja de qual lado for), não dão em nada mesmo. Mas sempre são feitos nestas circunstâncias, para passarem uma ideia de que estejam "preocupados com a situação".
É lamentável como bilhões de pessoas indefesas ficam expostas ao desatino de lideranças que, sendo escolhidas para governarem seus países ou regiões, pouco ou nada importam com os efeitos colaterais de uma postura prepotente e covarde.
Não me resta outra coisa a dizer que os três lados tem culpa (e deveriam ser severamente punidos): 
  • ISRAEL: Governo israelense, Partido Likud e judeus fundamentalistas
  • PALESTINA: Governo do Hamas em Gaza e grupos jihadistas radicais na Palestina.
  • ONU: O Conselho de Segurança que continua impotente diante de fatos como estes, pois as representações dos EUA, da Inglaterra, da França, da China e da Rússia continuam com exclusivo direito de veto, portanto continua improvável que uma resolução que contrarie os interesses destes cinco países seja aprovada.

Nesta sexta -feira dia 18 o governo israelense determinou o uso das forças terrestres nas incursões à Gaza, e menos de 24 horas já são mais 70 mortos do lado palestino. Provavelmente muitos ainda morrerão até que um acordo de paz seja assinado entre as partes. Os governos jordaniano e turco pressionam o Conselho de Segurança da ONU à criar as condições para este entendimento mínimo.


Pra saber sobre o conflito na palestina mais acesse: http://www.escritaglobal.com.br/2014/07/a-guerra-entre-israel-e-o-hamas.html
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