RESOLUÇÃO PROVA DE HISTÓRIA 2ª FASE UNESP

Cires Pereira - 15 de Dezembro de 2013

Prova de História irretocável, ótimo equilíbrio das frentes da História, exige atenção do candidato, elevada habilidade de interpretação dos textos enunciados e de concisão na formulação das respostas. Bravo Vunesp, bravo!!


A colonização empreendida pelos colonos ingleses com a chancela e o concurso do governo inglês tem início no final do século XVI, as primeiras incursões foram marcadas pelo uso da força contra nativos (Iroqueses, no norte e Cree, no sul) que oferecessem alguma resistência à ocupação inglesa. Consta que muitos morreram e os remanescentes evadiram em direção ao "oeste" à época sob domínio francês. Para os colonos ingleses era mais apropriado usarem a mão-de-obra inglesa expropriada pelos "cercamentos" nos minifúndios das "colônias do norte" e a mão-de-obra de origem africana nas grandes propriedades rurais que se constituíram nas "colônias do sul". 

No Brasil as populações nativas, num primeiro momento, eram objeto de interesse dos colonos pra serem escravizadas, contudo as dificuldades de captura e de "adestramento", levaram o governo português a proibi-la em 1570. Os chamados "índios mansos, comumente aliados dos colonos portugueses eram usados como base de contraofensivas dos colonos contra invasores europeus como os Tamoios na região de Ubatuba (SP).

A sociedade francesa antes do início do processo revolucionário que colapsou o "Antigo Regime" francês no final do século XVIII era dividida segundo critérios de nascimento, uma justificativa muito usual pra conferir privilégios a uma minoria (2% da população) constituída pelo 1º Estado (Clero) e pelo 2º Estado (Nobreza) como  isenção do pagamento de impostos ao governo e o direito de ocuparem os cargos mais importantes do Estado. A Charge mostra exatamente este anacronismo, o 3º Estado (povo e burguesia) de branco e correspondente a 98 % da população, sustentando o clero de lilás e a nobreza de vermelho.

O item 2 refere-se ao Tratado de Saint-Germain imposto ao governo da recém fundada República da Áustria que concedia territórios e reconhecia os governos que se constituíram nos mesmos, como foram os casos da Checoslováquia e da Iugoslávia e o Tratado de Versalhes que obrigava a Alemanha a reconhecer as soberanias da Polônia e da Checoslováquia,  o programa do PNSTA incita a fusão áustro-germânica.

Após a vitória de Hitler como Chanceler, a Alemanha se viu refém do rápido avanço dos nazistas, em um ano tudo estava dominado e o III Reich uma realidade, Hitler foi alçado a condição líder supremo do III Reich. A partir de 1935 o governo subtraiu o direito de cidadania dos judeus-alemães e  desde 1938 passou a dizimá-los como o inicio da solução final - o holocausto. Também houve uma clara segregação e discriminação aos estrangeiros que viviam na Alemanha.


No início dos anos 80 a economia mundial sofre o impacto do 2º choque do petróleo decorrente da situação instável nos principais produtores de petróleo, como o Irã e o Iraque, esta situação reverberou nas economias latinoamericanas, como foram os casos do Brasil e da Argentina. Com a economia em retração, os capitais começam a evadir o que acarretou uma um forte avanço das dívidas públicas. Os governos militares, impotentes para enfrentar este quadro, tiveram que se resignar diante das crescentes mobilizações da sociedade pelo fim das ditaduras militares no Brasil e na Argentina. Nos dois países houve um entendimento de que a anistia deveria ser ampla, geral e irrestrita, o que assegurava uma espécie de salvo-conduto para as autoridades vinculadas e a serviço das ditaduras. No Brasil isto foi assegurado até hoje, na Argentina houve pressão para que os militares pagassem pelos crimes cometidos durante a ditadura. Uma comprovação disto é o fato de algumas autoridades argentinas desta época terem sido condenadas e punidas.
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