11 de abril de 2014

POEMA: GUERRA OU PAZ?

Cires Pereira 



Uma indagação desconcertante. 
Aos que lucram com a guerra.


Uma indagação impertinente.

Para aqueles que, impotentes, respondem
com evasivas, logo não respondem.
Estes querem fazer crer que se empenham 
em favor da paz, mesmos cientes que representam 
aqueles que desejam e precisam da guerra.  
Uma indagação impertinente.

Para aqueles que se reivindicam protetores. 
Os mesmos que se portam como espoliadores da fala e,
comumente, do lugar dos "frágeis".  
Uma indagação cínica. 

Para os que vivem em paz. Estes não se conformam 
com a possibilidade de irromperem a fronteira. 
A fronteira tênue dos seus confortos. 
Uma indagação pertinente para aqueles que, "em paz",

sabem o quão é imprescindível, mesmo que ainda tenham
que continuar "em guerra" contra os que querem guerra.
Igualmente pertinente para aqueles que em guerra sabem

que é preciso "uma guerra", contra os que querem guerra,
para reconquistarem paz.  
Uma indagação humilhante.

Para os frágeis, pois, crêem, não tem escolha.
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