12 de abril de 2014

O GENIAL MARKU RIBAS

                                             Cires Pereira - Agosto de 2013



A música perdeu um compositor/intérprete incomum, o mineiro de Pirapora Marcos Antonio Ribas ou mais conhecido como Marku Ribas. Nasceu em maio de 1947 e faleceu, agora em abril de 1013. Seu estilo era caleidoscópico, pois mesclava funk, jazz, rimos africanos, soul, samba e o samba rock, ele gostava da ideia de que seu trabalho era o samba rock.


Lançou 12 Álbuns, com destaque para "Underground (1973), Marku (1976) e Barrankeiro (1977) e "Autóctone) em 1991, este o meu predileto e um dos menos conhecidos de Marku Ribas, tive a felicidade de assistir ao show em Uberlândia deste seu trabalho. Uma dos mais impressionantes espetáculos que pude assistir até hoje.

Marku se colocou em rota de choque com a ditadura militar, foi preso 1968 em razão do teor de algumas de suas letras. Exilou-se na França, onde atuou em filmes de Robert Bresson e Jean-Marc Thibault. Montou um grupo em Paris que o levou em excursão ao Caribe. Morou em Martinica e em Stª Lucia, ilha inglesa, onde encontrou-se com Bob Marley. De volta ao Brasil, gravou em 1972 o álbum Underground.

Participou de vários filmes, com destaque para o papel do revolucionário Carlos Marighela em Batismo de Sangue (2007), e o crooner da banda do baile em Chega de Saudade (2008).



Autóctone é um álbum vibrante e muito competente, reuniu grandes nomes da música de Minas Gerais como Toninho Horta, Célio Balona, Dércio Marques, Juarez Moreira, Titane. Destaque neste repertório, as músicas “Favela Blues”, “Tamarrêra”,  e “Mussulo”, “Banana Boat Song” e “Mais Que Nada”. 

Segue uma apresentação no Som Brasil de 1989, a qualidade não é muito boa do vídeo. Mas a música Tamarrêra nos impõe quaisquer sacrifícios.



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