MEU CARO AMIGO SAUL

CIRES PEREIRA


Velho Saul, quanto tempo hein?

Optou, desde 20 de março de 2013, por liderar sua família de outra forma, esta indireta, disforme e abstrata, mas igualmente imprescindível.

Curiosamente, sinto sua presença hoje mais do que antes. Talvez por que, tendo eu e outros deixado de lado nosso imediatismo e nossa pequenez recorrente, passamos a valorizar mais a sua presença na sua "aparente" ausência.

Todos os dias tenho tentado com êxito falar com você que, como era des se esperar, me ouve e me aconselha. Penso que as coisas tem sido mais fáceis para você ohar e proteger a tudo e a todos.

Também convenhamos, sua posição hoje é mais favorável, senão vejamos: conta com as forças abstratas do bem, estas dirigidas por um Deus; tem ao seu lado as companhias de Lourdes, Elmiro, Valban, Paulo Henrique, João Pereira, Joaquim, Jota, Ludovina, Odon, Jordelina, Nenêm e olha que estou elencando aqueles que "aqui" estiveram com você de forma mais intensa e, não poderia ignorar o fato de que você, que sempre preocupou-se com a unidade dos "seus", estes "seus" continuam unidos facilitando o seu trabalho.

Hoje é um dia dos país especial. É a primeira vez que te felicito pelo que tem feito por mim e pelos meus irmãos, sem que você esteja aqui para eu ver e sentir a sua reação. Isto é explicável, comumente procuramos agradar alguém esperando o reconhecimento deste alguém pelo agrado que fizemos. Agora com você as coisas ficaram diferentes, isto é, temos que aprender na sua aparente "ausência", o que na verdade é o mesmo que uma "imaginável" presença.

Pois é meu velho, você "se foi" para que pudéssemos aprender que a "perda" pode ser um ganho, assim agradeço em meu nome e de meus irmãos e a sua esposa, que continua sendo uma grande mãe, por ter tido a grandeza de nos ensinar. 

Sinto a falta de seu silêncio porque tenho sentido, mais ainda, a presença de seu grito.

Obrigado Amigo Saul e, como de costume, "um feliz dias dos país"
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