11 de abril de 2014

MALÁSIA, "UM NOVO TIGRE"

CIRES PEREIRA NOVEMBRO 2013


O termo "novo tigre" designa as mais novas forças econômicas na Ásia que se juntam aos "dragões asiáticos" ou antigos "tigres asiáticos" formados por Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul e Cingapura. Estas "novos tigres" são: Malásia, Vietnã, Filipinas, Indonésia e Tailândia.



Modernidade 

As Petronas Twin Towers são dois arranha-céus de 88 andares com 450 metros de altura que foram construidos na cidade de Kuala Lumpur, a capital da Malásia. Sua construção demandou 6 anos entre 1992 e 1998. Esta é apenas uma mostra do intenso crescimento econômico verificado na Malásia, sua economia já é a 35ª do mundo, com um PIB de mais de 300 bilhões de dólares americanos. Seu crescimento em 2012 foi de 5,2% num momento em que a economia mundial perde forças, uma situação que se arrasta desde 2008. O setor de serviços é o principal ramo de atividade e respondeu por 51% do PIB, seguido do setor industrial com 36% e do agrícola com 13%.

O Estado Malaio é um dos mais novos Estados soberanos no mundo. O país, localizado no sudeste asiático compreende dois territórios: a parte sul da península Malaia e a parte norte da ilha de Borneu, possui uma superfície de 330 mil Km² onde se espalham 30 milhões de habitantes (dados de 2012) constituídos por 59 % de malaios, 32 % de chineses e 9 % de indianos. O país possui fronteiras terrestres com a Tailândia, Indonésia, Cingapura e Brunei. É o maior produtor mundial de borracha, óleo de palma e estanho.


A população residente nas cidades já passa dos 72 %, não chega a 5 % o número de malaios subnutridos, a expectativa de vida ao nascer passa do 75 anos e praticamente todas as residências tem acesso a água potável e rede de esgoto. A religião islâmica é a maior de todas as religiões no país, congrega quase a metade da população, a outra metade é dividida entre crenças populares chinesas, cristianismo, hinduísmo e budismo. Malásia é uma nação multicultural e multirreligiosa, muito embora a religião islâmica seja mais influênte sobre o governo e o Estado e, por conseguinte sobre a população que se vê obrigada a seguir certas normas estabelecidas ao longo da história em consonância com a leitura feita pelos clérigos islâmicos.


A OCUPAÇÃO JAPONESA

O expansionismo japonês no Pacífico, até meados de 1942 não pode ser contido, as forças do Império do Sol invadiram Cingapura e Malásia que se encontravam sem forças para resistir e sem cobertura por parte dos ingleses que resistiam ao avanço das forças alemãs (a região era colônia inglesa), em fevereiro de 1942 as duas regiões ocupadas. Durante a ocupação na Segunda Guerra Mundial, cresceu o apoio popular para a independência. Relações com os japoneses eram dolorosas, principalmente para o chineses que viviam nestas regiões, que foram expropriados, discriminados e exterminados, como, por exemplo, durante a Sook Ching (limpeza étnica), 80.000 deles morreram.


FIM DA OCUPAÇÃO JAPONESA E A LUTA DE INDEPENDÊNCIA

Entre 1948 e 1960 os rebeldes anti-colonialistas sob a liderança do Partido Comunista da Malásia e apoiados pelo regime socialista chinês, lançaram operações de guerrilha visando a expulsão dos britânicos. Para atenuar esta rebelião o governo inglês concedeu autonomia política em agosto de 1957. Depois da emancipação , houve uma pressão em Cingapura em favor da secessão que acabou ocorrendo em 1965 o que explica em parte os desentendimentos constantes entre a Indonésia e a Malásia.


QUADRO POLÍTICO ATUAL

Seu sistema de governo é baseado no sistema parlamentar britânico, há um monarca que é escolhido pelos sultões que governam os Estados constitutivos da federação malaia, o "Rei da Malásia", como é conhecido tem um mandato de cinco anos e goza de poderes meramente simbólicos, o que é um legado do Império Britânico. Desde a independência, em 1957, o país tem sido governado pela coligação multipartidária Nacional Barisan. O Parlamento, constituído por deputados eleitos pelo voto popular não obrigatório, escolhe o gabinete chefiado por um primeiro ministro.

Abdul-Halim Muadzan, o Rajá do Estado de Quedá, tornou-se o 14º Rei da Malásia 
Malásia é uma democracia, contudo certas liberdades concedidas nas democracias ocidentais não são consideradas, como por exemplo: liberdade de concepção e difusão de ideias e de imprensa, liberdade sexual (o homosexualismo é reprimido com penas que variam de 20 anos a pena de morte) e liberdade de manifestação. A censura é geralmente praticada, as vozes da oposição voltados contra o governo e contra qualquer expressão sexual considerada anti-islâmica.Mesmo não sendo majoritária, a religião islâmica exerce uma notória influência sobre as autoridades e os cidadãos.
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