FUVEST 2014: RESOLUÇÃO PROVA HISTÓRIA 2ª FASE

Profº Cires Pereira



Prezados vestibulandos, foram convocados para a 2ª fase do Vestibular FUVEST-2014 um total de 32.569 candidatos. No primeiro dia de prova (realizado neste domingo dia 05 de janeiro)  aproximadamente 8 % dos candidatos não compareceram,  e no segundo dia (realizado nesta segunda dia 06 de janeiro) um pouco mais de 8 % dos candidatos também faltaram. A prova de hoje teve 16 questões de história, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês e interdisciplinares. A seguir as questões de História com os respectivos comentários deste blog. 

Analisei três (03, 05 e 06) das 16 questões apresentadas, a questão nº 04, embora explore algum conhecimento histórico, ela poderá ser melhor comentado por um professor da área de Geografia.


A região em destaque corresponde à Baixada Santista nas regiões litorâneas central e sul  do Estado de São Paulo. Em 1530 foi fundada a Capitania de São Vicente e em torno dela o desenvolvimento de uma economia baseada na cana de açúcar visando o mercado internacional monopolizado pelos colonos portugueses. 

Nos anos 1920 dois setores importantes foram explorados, a indústria do papel com  a instalação da Cia Paulista de Papel e a construção da Usina hidroelétrica pelo grupo privado estrangeiro Light &Power Company. 

Na segunda metade dos anos 40 e ao longo das décadas de 50 e 60 esta região e o ABC paulista passaram a receber vários investimentos, sobretudo durante a administração JK (1956/61), destaque para o setor petroquímico com a Refinaria Presidente Bernardes (1955) e a COSIPA (1959).

Nos últimos três anos (2010...) tem sido recorrentes os anúncios da iniciativa privada e do governo dando conta de grandes investimentos em razão do início das operações dos mega campos petrolíferos do pré-sal. Investimentos na prospecção e refino do petróleo e na ampliação das estruturas de escoamento, de logística e portuárias. 

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a) No contexto das mobilizações populares no Oriente Médio e Norte do continente africano, ficou patente o desejo dos manifestantes por liberdade o que significa dizer que as ofensivas tinham com objetivo imediato a derrubada dos governos ditatoriais, as ofensivas passaram a ser identificadas como uma nova "primavera", numa apologia a luta por liberdade no ocidente europeu na primeira metade do século XIX e a luta por liberdade no leste europeu no final dos anos 1960. 

Como tais ofensivas sacudiram predominantemente países árabes, passaram a ser denominadas de "primavera árabe". Em Agosto de 2010 após meses de combates entre opositores e partidários do governo líbio. Kadhafi é derrubado e morto. Os opositores não teriam tido êxito se não pudessem ter contado com a intervenção do "Ocidente" através das tropas da OTAN (charge 2). A charge nº 3 sugere que a economia do país, muito dependente das exportações de petróleo, fique sob o controle dos investidores internacionais, principalizado pelos investidores estadunidenses. 

B) Trata-se de uma visão crítica do processo de mudanças na Líbia que não sinaliza para a edificação de uma democracia robusta e duradoura como era o desejo de uma parcela dos que se levantaram contra o arbítrio direto de Kadhafi. Sinaliza para um país comandado por políticos prisioneiros dos investidores externos e reféns das tropas ocidentais que permaneceriam no país para guarnecerem a lógica dos interesses externos.

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A) O primeiro diferencial  reside na precisão, o segundo mapa (atual) expressa o rigor científico amparado por escalas métricas e o primeiro do início do século XVI, mesmo fazendo uso das tecnologias daquela época, ainda era a retratação dos olhares dos conquistadores. A segunda diferença é de ordem temática,  o primeiro mapa, sendo o registro dos olhares dos conquistadores, apresenta a paisagem nativa marcada por florestas, animais e os ameríndios. No segundo há uma clara pretensão de registrar os domínios vegetais por regiões e pelos Estados que integram a federação brasileira.

B) O primeiro mapa inscreveu-se num contexto marcado pelo início da exploração das áreas destinadas aos portugueses. No início do século XVI Portugal e Espanha já tinham definidos os seus respectivos limites exploratórios e colonizatórios, anos antes com a arbitragem da Santa Sé os pioneiros ibéricos firmaram o Tratado de Tordesilhas, dividiram entre si domínios no ultramar. Aos portugueses era imperativo colonizar as regiões maias próximas do Oceano valendo-se das riquezas encontradas (madeira) usando a princípio a mão-de-obra local.
O segundo mapa, inscrito no contexto atual, constitui-se não apenas num referencial para o avanço de novas fronteiras econômicas e, concomitantemente, um alerta para o uso mais eficiente do território e que, portanto, leve em conta uma agressão ambiental valendo-se de contrapartidas ambientais ou ecológicas, isto é a exploração das potencialidades econômicas de maneira mais sustentável.

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