FUVEST 2014: COMENTÁRIOS PROVA HISTÓRIA

Cires Pereira - 24 de novembro de 2013 - 21:13


O Vestibular FUVEST-2014 bateu dois recordes, o primeiro pela quantidade de inscritos 172.037 e o segundo pela quantidade de abstenção na 1ª fase, 19.867 candidatos ou 11,55 % do total de inscritos. As provas, incluindo a de História, foram aplicadas na tarde deste domingo dia 24 de novembro de 2013.

A prova foi bastante equilibrada e seletiva, predominaram os textos que além de precisarem ser interpretados guardavam uma conexão decisiva com a alternativa correta. Tal como nos vestibulares últimos da VUNESP e da UNICAMP, a prova de história se revelou uma prova que para enfrentá-la bem é preciso conhecer bem os conteúdos da disciplina. Duas questões chamam a atenção, a 66 que convoca o aluno a estabelecer a conexão entre história e artes plásticas e a 67 que convoca o vestibulando a conectar a história europeia do início do século XX com literatura portuguesa.

Uma prova irrepreensível que cumpriu exatamente o que se busca na seleção para a segunda fase, alunos razoavelmente bem preparados e municiados de conhecimentos para o enfrentamento das situações e problemas que são inerentes a uma prova pretensamente seletiva. Felizmente a pretensão materializou-se.

Proximamente publicarei neste blog (www.blogdocires.com.br) dicas para a segunda fase do Vestibular FUVEST. Acesse o link a seguir: http://www.blogdocires.com.br/2013/12/dicas-de-historia-2-fase-fuvest-2014.html



58) Alternativa B: 
A instabilidade política advinha principalmente das conspirações empreendidas por descontentes com as prerrogativas dos tribunos da plebe e por descontentes no seio da própria plebe num momento de dilatação dos domínios romanos no sul e ao sul do ocidente europeu.

59) Alternativa A:
Muitos dos condimentos usados na conservação dos alimentos, especialmente de origem animal e no preparo para torná-los mais saborosos ao paladar eram desconhecidos pelos europeus até por volta do final da alta idade média. A partir do século X e XI, estes condimentos são comprados na Ásia, Oriente Médio e Norte da África e transportados pelos Mares Mediterrâneo e Adriático, comprovando as relações mercantis entre os continentes.

60) Alternativa E:
A Revoluções inglesas entre 1640 e 1688, conduzidas por lideranças identificadas com os propósitos da classe mercantil e de parte da "gentry", foram importantes por terem sido as primeiras de uma série que envolverá toda o continente europeu e por terem implantado de maneira definitiva um regime que passou a dar ao parlamento prerrogativas até então exclusivas ao Monarca. Assim o Estado Liberal começa a ser empreendido sob a forma da Monarquia Parlamentarista.

61) Alternativa A:
As aquisições e as anexações de territórios pelos governos estadunidenses não poderiam ser um fato isolado, era preciso tornar estes territórios no "oeste" economicamente viáveis, assim se impõe um processo sistemático de ocupação e colonização. A justificativa usada pelos colonos e pelas autoridades era pautada na predestinação divina de um povo, neste caso o homem branco de origem europeia e cristão que ao tornar o leste pujante, faria algo semelhante nas terras do "Oeste".




62) Alternativa D
As ações vitoriosas do povo português contra o ditatorialismo estabelecido desde os anos 20 pelos salazaristas foram concluídas em Abril de 1974, naquilo que se denominou a "Revolução dos Cravos". Este cenário em Portugal foi mais um elemento impulsionador das emancipações das colônias portuguesas na África desde então, como foram os casos de Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde e Moçambique.

63) Alternativa E

As ações contra a nomenclatura chinesa no final dos anos anos foram em parte um reflexo do esfacelamento do regime de "socialismo real" implantado na URSS e no leste Europeu. Na China o governo se valeu de todo o tipo de repressão para conter uma vaga revolucionária que se anunciava desde Pequim. A foto nos revela este momento de colisão entre o arbítrio do regime chinês e o apelo por liberdade de grande fração de seus cidadãos.

64) Alternativa C:
Para os colonos portugueses era imprescindível o uso da mão-de-obra traficada do continente africano, mais ainda era imperativo que houvesse lucro tanto na compra e venda quanto no seu uso, o regime de escravidão tornou-se, desde meados dos "quinhentos", necessário e predominante. Para os membros da Igreja Católica não restava outra coisa senão concordar com este regime, preferivelmente se pudesse ser justificado, dai a leitura de fragmentos da Bíblia que pudesse justificar o que, racionalmente, seria injustificável. A interpretação de fragmentos da Bíblia continuava sendo feita, no lado de cá do Atlântico, segundo as conveniências dos homens de batina.

65) Alternativa C:
O Tráfico começa por volta da metade do século XVI e diminui ao longo da primeira metade século XIX por conta de uma legislação restritiva e proibitiva, como foi o caso da lei Eusébio Queiroz de 1850, resultante da pressão estrangeira e dos políticos liberais brasileiros.




66) Alternativa B:
Victor Meirelles, célebre autor do quadro "A primeira missa no Brasil", datado de 1861, concebeu "Moema 5 anos depois, são dois ícones do romantismo brasileiro ao mesmo tempo que reforçam o espírito de brasilidade no Brasil Imperial do século XIX. A história da índia Moema e do colonizador português Diogo Álvares, denominado Caramuru. Caramuru preteriu Moema em favor de Paraguacú outra nativa. Moema se lança ao Mar para alcançar a embarcação mas morre afogada.

67) Alternativa E:
Jacinto de Tormes, o protagonista deste romance, busca no interior, neste caso nas "serras" rural reencontrar-se e ser feliz, num momento em que a industrialização se impunha em todo o continente europeu. Trata-se de uma espécie de resistência à prosperidade desumanizadora e ao mesmo tempo um resgate da nacionalidade portuguesa em meio ao avanço da influência das demais culturas europeias influenciadas pela prosperidade urbana.

68) Letra B:
O "Voto de cabresto" como era denominada esta situação. Os eleitores pouco instruídos, dispersos pelo meio rural e muito dependentes dos latifundiários, geralmente eram "convencidos" de que deveriam votar em conhecidos e gente da região. O provincianismo se juntava ao coronelismo para que sobressaísse na política brasileira do final do século XIX e início do século XX uma elite sintonizada com a aristocracia rural, manipuladora, arrivista e profundamente personalista. Os partidos e os seus programas eram irrelevantes diante dos atributos dos "donos destes partidos"

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